Publicado 25/09/2025 06:50

Zapatero considera "incomum" que um júri possa julgar Begoña Gómez e afirma que "não há nada, absolutamente nada" no caso.

O ex-primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero fala à mídia após a reunião do "Fórum de Talentos China-Europa", organizada pelo Grupo Adecco e pelo Beijing Talent Work Bureau, no Mandarin Oriental Ritz Hotel, em 25 de setembro de 2025,
Carlos Luján - Europa Press

Ele acredita que o caso contra o promotor é "outro processo estranho" e reprova o PP por "se agarrar às suas vestes" em vez de lançar um projeto político.

MADRID, 25 set. (EUROPA PRESS) -

O ex-primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero descreveu os procedimentos legais que envolvem Begoña Gómez, esposa do presidente Pedro Sánchez, como "incomuns" e está surpreso com a possibilidade de ela ser julgada por um júri popular caso seja levada a julgamento por desvio de fundos.

Falando aos jornalistas depois de dar uma conferência no Fórum de Talentos China-Europa, realizado no Hotel Ritz em Madri, Zapatero insistiu que esse é um caso legal no qual "não há nada, absolutamente nada" e acrescentou que, como ex-presidente, ele tem "autoridade" para dizer isso.

"Há duas coisas que me impressionam. A primeira é como os líderes do Partido Popular estão se agarrando ao paletó do juiz Peinado em busca de uma oportunidade, talvez por causa da falta de um projeto. E, em segundo lugar, por que o Tribunal do Júri é chamado de júri popular? Estou surpreso que seja um júri", enfatizou.

AS ESPOSAS DOS PRESIDENTES SEMPRE TIVERAM ASSISTENTES

Nessa linha, Zapatero explicou que todo mundo sabe que as esposas dos presidentes sempre tiveram assistentes ou auxiliares e "elas ajudam o máximo que podem". De acordo com ele, esses trabalhadores precisam ter a "confiança e a segurança" das pessoas com quem trabalham, "por razões óbvias".

O líder socialista denunciou a "ofensiva" que, em sua opinião, Pedro Sánchez está sofrendo, assegurando que nunca houve um presidente que tivesse uma oposição tão "tremenda", disse ele.

Nesse sentido, Zapatero destacou que a família dos líderes deve estar "fora do jogo político" e que, durante seu período como chefe do Executivo, "nunca me ocorreu pensar" na família de seus antecessores. "Eu nem sequer pensaria nisso, mas sim os respeitaria e desejaria o melhor para eles", acrescentou.

Em relação à situação atual, José Luis Rodríguez Zapatero disse que "todos sabem que nem Begoña Gómez nem o irmão do presidente Sánchez estariam em apuros se não fosse pelo fato de serem irmão e esposa do presidente". Por esse motivo, ele criticou o fato de que "essa linha foi ultrapassada" nos "tempos ruins" em que, em sua opinião, a política espanhola está vivendo.

NÃO HÁ MAIS DIÁLOGO ENTRE RIVAIS

O ex-presidente lamentou que o que está acontecendo "polariza e dificulta muito as relações entre os partidos" e que, tanto durante seu período como líder da oposição quanto como presidente, ele estava comprometido com o diálogo com seus rivais políticos, algo que ele definiu como "fundamental".

Por outro lado, quando perguntado sobre o processo contra o Procurador Geral do Estado, Álvaro García Ortiz, Zapatero o descreveu como "outro processo estranho".

"Veremos o que a segunda câmara da Suprema Corte fará, mas me impressiona como o PP se apega a esse caso. Façam política, apresentem um projeto ao povo espanhol, façam algo para ajudar o país, em vez de se agarrarem às suas vestes, para ver se conseguem. Entendo que é difícil para eles porque o presidente Sánchez os derrotou várias vezes nas votações no Parlamento e isso continuará acontecendo", acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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