Matias Chiofalo - Europa Press
Ele descreve as ações desse militante socialista como "extremamente sérias" e pede medidas para promover a regeneração democrática.
MADRID, 29 maio (EUROPA PRESS) -
A segunda vice-presidente do Governo, Yolanda Díaz, assegurou que os áudios da militante do PSOE Leire Díez contra um chefe da Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil são "extremamente graves" e, sem entrar no âmbito interno do PSOE, exigiu "contundência" e "expurgar responsabilidades".
Isso foi o que ele disse em declarações à mídia depois de participar do Fórum 'CREO 2025' organizado pelo jornal 'Cinco Días', que rompe o perfil discreto que Sumar tem mostrado desde a última segunda-feira em relação a essa controvérsia.
Para o ministro do Trabalho, as informações sobre os áudios dessa militante socialista, nos quais ela ofereceu acordos com o Ministério Público e a Procuradoria Geral do Estado em troca de informações comprometedoras contra pelo menos um chefe da UCO e um promotor, são "extremamente graves" e "absolutamente incompatíveis" com uma "democracia robusta".
"Os fatos, se verdadeiros, são extremamente graves e, portanto, com toda a cautela, devem ser investigados e as responsabilidades devem ser estabelecidas", reiterou Díaz, levantando assim sua voz para exigir responsabilidade nesse caso, como a IU também fez ontem, chamando os áudios publicados pelo 'El Confidencial' de "espetáculo vergonhoso".
Até agora, o porta-voz do Sumar, Ernest Urtasun, e sua contraparte no Congresso, Verónica Martínez Barbero, não quiseram avaliar essa controvérsia, alegando que não estavam comentando informações sobre conversas privadas.
Por outro lado, a segunda vice-presidente afirmou que a Espanha "precisa de mais regeneração democrática do que nunca" e, nesse sentido, ressaltou que iniciativas devem ser tomadas nessa área. Nesse sentido, lembrou que a Sumar, após o caso Koldo, propôs uma série de medidas para cumprir as recomendações do Grupo de Estados contra a Corrupção (Greco).
O pacote de medidas proposto por seu partido incluía a criação de um conselho para prevenir a corrupção, restringindo os perdões, regulamentando os lobbies e limitando o uso de privilégios. "Ele vai na direção do que a sociedade precisa", reiterou.
"O GOVERNO TEM QUE ESTAR À ALTURA DA TAREFA".
Ele também insistiu que não tem opinião sobre outras formações políticas, mas que as informações sobre os áudios da UCO "exigem o máximo de força". Ele enfatizou que, embora o "barulho" no clima político espanhol seja "insuportável" e deva haver "presunção de inocência", se essas informações forem "verdadeiras", o governo "precisa estar à altura da ocasião".
Além disso, ele acrescentou que sua máxima é "tolerância zero" para a corrupção e um compromisso com a regeneração democrática, sem cair no "e você faz o mesmo".
Por outro lado, ele pediu a defesa das instituições, especialmente da UCO. Além disso, durante seu discurso nesse fórum, ele fez um apelo em defesa da Constituição e das instituições, incluindo a UCO.
Em sua opinião, atacar as instituições, seja a UCO ou qualquer outra, só favorece o discurso da extrema direita e a "motosserra" do estado público.
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