Publicado 21/08/2025 06:43

Yolanda Díaz pede uma política "estável e integrada" contra incêndios e o fim da "precariedade" dos profissionais.

Vista aérea após o incêndio de 20 de agosto de 2025 em Cernego, Ourense, Galícia (Espanha). Embora a perspectiva geral para os incêndios que assolam a Galícia hoje, 20 de agosto, seja positiva, sem aumento de hectares desde ontem, ainda há motivos para pr
Adrián Irago - Europa Press

MADRID 21 ago. (EUROPA PRESS) -

A segunda vice-presidente do governo, Yolanda Díaz, considera necessário implantar uma política "estável e integrada" que permita tanto "prevenir" quanto "apagar" incêndios e que acabe com a "precariedade" das pessoas que têm que lidar com essa tarefa.

Foi assim que ela descreveu em um tópico publicado em sua conta Blueskay, relatado pela Europa Press, no qual ela enfatiza que, em vista da onda de incêndios que atingiu parte do país, "é hora de cooperar e agir".

"Estamos enfrentando uma emergência que exige todos os meios possíveis e toda a cooperação possível. O público quer nos ver trabalhando juntos", ressalta, sem entrar no confronto aberto entre o governo e as comunidades afetadas, que se queixaram de falta de recursos ou de atrasos na cooperação.

Díaz delineia as linhas de ação que, em sua opinião, devem ser seguidas para tentar aliviar esse tipo de situação no futuro e que, em primeiro lugar, envolvem "acabar com o abandono rural".

A AMEAÇA É REAL

"A falta de políticas obrigou muitas pessoas a abandonar suas terras, suas plantações e suas montanhas. Esse abandono tem consequências", disse ele, ressaltando que a ONU vem alertando há anos que a crise climática significa incêndios mais violentos, mais longos e mais intensos. "A ameaça é real", acrescenta Díaz.

Nesse contexto, ele enfatiza a necessidade de "políticas rurais e florestais comprometidas com um campo vivo", o que implica florestas limpas e invernadas, produção agrícola sustentável, pecuária extensiva e florestas nativas, em vez de "monoculturas que queimam como gasolina".

"É necessária uma política estável e integrada de prevenção e extinção", enfatiza, destacando que o combate aos incêndios não pode se concentrar apenas no verão e que é necessário ter "profissionais estáveis, bem equipados e treinados", de modo que "devemos acabar com a precariedade e vincular a prevenção ao combate aos incêndios".

"O fogo não se apaga em agosto. Apaga-se ao longo do ano, com planejamento, recursos e comprometimento", conclui, ressaltando que só é possível desfrutar de uma "floresta viva" se houver um "campo vivo".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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