Matias Chiofalo - Europa Press
Alerta para o fato de que o "sequestro" em águas internacionais ou os "maus-tratos" de ativistas podem ser denunciados ao ICT
MADRID, 7 out. (EUROPA PRESS) -
A vice-presidente do governo e ministra do Trabalho, Yolanda Díaz, pediu o retorno ao nosso país do maiorquino Reyes Rigo, o único membro espanhol da Flotilha Global Sumud que ainda está detido em Israel depois de ser acusado de morder um soldado na prisão de Ketziot durante um exame médico.
Em entrevista ao programa "La hora de la 1", da TVE, que foi captada pela Europa Press, Díaz garantiu que está em contato constante com o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, sobre os espanhóis que retornaram à Espanha depois de ficarem detidos em Israel por quase uma semana.
"O governo espanhol deve continuar trabalhando para garantir que essa mulher, Reyes (Rigo), chegue ao nosso país o mais rápido possível", disse o vice-presidente do Executivo, que também se referiu aos maus-tratos relatados pelos 49 membros da flotilha que já estão em nosso país.
"Estamos vendo que supostos crimes foram cometidos, sequestros em águas internacionais, maus-tratos em águas internacionais. Estamos falando de crimes internacionais que poderiam, sem dúvida, ser denunciados ao Tribunal Penal Internacional (TPI)", advertiu.
Díaz também apontou que "se houver maus-tratos e se houver sequestro em águas internacionais", esses seriam "crimes de natureza internacional" com "classificação puramente criminal". Por esse motivo, ela enfatizou a necessidade de o governo tomar mais medidas contra o "criminoso" primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
CONFERÊNCIA DE PAZ
Questionada sobre os objetivos da conferência de paz que a vice-presidente propôs na segunda-feira para fornecer "uma saída" para o povo palestino, Díaz explicou que ela responde ao plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não inclui nem a ONU nem os palestinos.
"Acreditamos que esta conferência é fundamental, sobretudo diante de um plano de paz que, se você olhar para ele, há agentes que são fundamentais e não participam dele", disse o líder de Sumar, ressaltando que o mais importante da conferência é que ela serve para "estabelecer bases sólidas e garantir um Estado palestino".
Nesse sentido, ela lembrou que durante a última Assembleia Geral da ONU foram estabelecidos dois blocos de países, "um liderado pelo governo espanhol" a favor do "multilateralismo" e outro que permite "a impunidade diante do genocídio em Gaza".
Nesse momento, de acordo com Díaz, chegou a hora de lançar em Madri, aproveitando a legitimidade do governo espanhol, "essa conferência de paz sob os auspícios das Nações Unidas". "Acredito que temos a legitimidade política, ética e moral para realizá-la em nosso país e, especialmente, na capital da Espanha", disse ela, ressaltando que um cronograma já está sendo elaborado.
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