Publicado 23/07/2025 06:16

Yolanda Díaz defende uma "aliança democrática" da esquerda, mas não uma "soma de acrônimos", em resposta à ideia de Rufián.

A Segunda Vice-Presidente e Ministra do Trabalho e da Economia Social, Yolanda Díaz, durante uma sessão plenária extraordinária, no Congresso dos Deputados, em 22 de julho de 2025, em Madri (Espanha).
Ananda Manjón - Europa Press

MADRID 23 jul. (EUROPA PRESS) -

A segunda vice-presidente, Yolanda Díaz, defendeu as alianças entre os diferentes setores da esquerda com base em um "programa de mínimos e emergência democrática", mas deixou claro que "não se trata de uma soma de siglas", pois foi confirmado que essa fórmula não funciona.

Foi o que ela disse em uma entrevista à Antena 3, captada pela Europa Press, questionada pelo porta-voz da ERC no Congresso, Gabriel Rufián, sobre a proposta de criar um verdadeiro espaço "plurinacional" de esquerda com vistas às próximas eleições gerais, tomando como referência o modelo das últimas eleições europeias, nas quais a ERC se apresentou em coalizão com o Bildu, o BNG e o Ara Més das Baleares.

Depois de lembrar que a liderança da ERC deixou claro que não apoia essa proposta, Díaz admitiu que estamos vivendo um "momento de disputa" em que devemos sair em "defesa da democracia", já que basta ver as medidas que estão sendo aprovadas por líderes como Donald Trump (EUA), Javier Milei (Argentina) e Viktor Orbán (Hungria).

Segundo ele, sua posição diante dessa deriva reacionária é "simples", ele a tem "defendido há muito tempo" e consiste em que os diferentes partidos de esquerda concordem com um "programa de mínimos e emergência democrática" e gerem "uma aliança" com as forças que a defendem.

NADA MOBILIZA MAIS OS PROGRESSISTAS DO QUE O GOVERNO

"Mas não se trata da soma de siglas, porque isso não funciona. O importante é um programa mínimo que dê esperança aos cidadãos e mobilize as pessoas progressistas e democráticas em nosso país", argumentou.

No caso da Espanha, ele alertou sobre a "agenda antidemocrática da Vox" que influencia o PP e, como resultado, pediu a formação dessa "aliança democrática" para mobilizar "pessoas progressistas". Além disso, ele disse que "não há nada que mobilize mais do que governar", acrescentou.

Enquanto isso, Àgueda Micó, membro do Compromís do Grupo Misto no Congresso, abriu-se na terça-feira para colaborar com outras forças "soberanistas ou estatais" no futuro, embora tenha respondido a Rufián que espera que "ainda haja um longo caminho a percorrer" antes das eleições gerais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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