MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da China, Xi Jinping, defendeu na quarta-feira o fortalecimento das relações do gigante asiático com seus países vizinhos em suas primeiras declarações públicas desde que o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas.
Xi, que insistiu na importância do diálogo com os países da região para abordar "adequadamente" as diferenças existentes entre eles, pediu a melhoria das relações comerciais para fortalecer a cadeia de suprimentos.
Ele disse que a construção de uma "comunidade para um futuro compartilhado" é a "prioridade da diplomacia chinesa" em relação à região e enfatizou que esses laços estão em "seu melhor momento na história moderna", de acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua.
"Ao mesmo tempo, estamos entrando em um momento de inflexão na dinâmica regional e global", alertou, ao mesmo tempo em que se comprometeu a consolidar o "respeito mútuo e estratégico" com os países da região.
Ele também enfatizou a necessidade de promover uma integração econômica "abrangente" e melhorar a "conectividade e a cooperação industrial". "Medidas conjuntas devem ser tomadas para salvaguardar a estabilidade regional e enfrentar desafios e perigos comuns", disse ele.
Mais cedo na quarta-feira, Pequim anunciou que tomaria medidas "vigorosas" para "salvaguardar seus direitos e interesses" depois que os EUA impuseram tarifas de 104%.
"O povo chinês não deve ser privado de seu direito legítimo ao desenvolvimento e os interesses de segurança e desenvolvimento da China não devem ser violados", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, que enfatizou que Pequim "continuará a tomar medidas fortes e firmes para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos", de acordo com o portal de notícias chinês The Paper.
Um porta-voz do Ministério do Comércio da China expressou a "firme rejeição" de Pequim às "medidas unilaterais" e ao "assédio" de Washington, antes de enfatizar que o país "tomou contramedidas para salvaguardar seus direitos e interesses de acordo com os princípios básicos do direito internacional".
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