MADRID 1 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente da China, Xi Jinping, criticou nesta segunda-feira o "assédio" exercido pela comunidade internacional durante o início da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai, que está sendo realizada na cidade de Tianjin e com a qual Pequim busca promover sua própria visão geopolítica.
A organização - que inclui países como China, Índia, Rússia, Paquistão, Irã e Belarus, entre outros - busca forjar alianças internacionais alternativas em meio às crescentes tensões globais.
Xi, que se dirigiu a cerca de 20 autoridades de alto escalão, incluindo o presidente russo Vladimir Putin e seu colega bielorrusso Alexander Lukashenko, disse que a situação mundial está se tornando "cada vez mais caótica". É por isso que ele atacou o "comportamento de assédio e intimidação de certos países", uma crítica velada aos Estados Unidos.
"As questões de segurança e desenvolvimento tornaram-se cada vez mais desafiadoras", disse ele em um discurso no qual lamentou a "turbulência" que está por vir. "Devemos seguir o espírito de Xangai e reivindicar as funções dessa organização", disse ele, de acordo com a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.
Nesse sentido, ele anunciou uma alocação de 2 bilhões de yuans (cerca de 239 milhões de euros) para os estados-membros ao longo de 2025. "Devemos lutar por um mundo que seja igualitário e ordenado, inclusivo e comprometido com um sistema mais equitativo de governança global", disse ele.
"Pedimos aos parceiros da organização que se oponham à mentalidade e ao confronto da Guerra Fria. Em vez disso, queremos que eles apoiem o sistema de comércio multilateral", disse ele.
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