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MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -
O Departamento de Estado dos Estados Unidos, liderado por Marco Rubio, incluiu na lista de detenções “arbitrárias” o caso do acadêmico e cidadão norte-americano Min Zin, diretor de um grupo de estudos políticos com sede na Birmânia, que foi preso pelas autoridades chinesas em junho passado sob a acusação de espionagem.
“O secretário Rubio concluiu que o cidadão norte-americano Min Zin está detido arbitrariamente na China. Essa conclusão surge após uma análise exaustiva das circunstâncias que envolveram sua detenção em 3 de junho em Yunnan, na China, para onde ele havia viajado a fim de participar de uma conferência acadêmica a convite do governo chinês”, indicou em um comunicado.
A diplomacia norte-americana destacou que “a segurança dos cidadãos norte-americanos” é sua “máxima prioridade”. “Continuaremos defendendo Zin e exigindo a libertação de todos os cidadãos americanos detidos arbitrariamente ou aos quais foi proibido sair da China”, precisou.
Além disso, instou as autoridades chinesas a libertar Youlin Chen, um sismólogo nuclear norte-americano de origem chinesa residente em Boston que tem publicações sobre testes nucleares subterrâneos da Coreia do Norte e era contratado do Departamento.
Zin — visto pela última vez na cidade de Kunming, próxima à fronteira com Mianmar— foi preso “sob suspeita de participar de espionagem e de colocar em risco a segurança nacional da China” dias antes de o líder da junta militar, o general Min Aung Hlaing, se reunir em Pequim com o presidente chinês, Xi Jinping.
O detido é diretor do Instituto de Política e Estratégia – Mianmar (ISP-M, na sigla em inglês), um grupo de estudos políticos especializado no acompanhamento da guerra que assola o país asiático desde o golpe de Estado liderado pelo general em fevereiro de 2021.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve receber seu homólogo chinês na Casa Branca no próximo dia 24 de setembro. A questão dos prisioneiros americanos na China é um assunto extremamente delicado para o magnata, que já conversou com Xi sobre o assunto em seus últimos encontros presenciais.
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