Publicado 02/06/2026 07:14

Vozes no Partido Trabalhista Australiano pedem a renegociação do acordo militar com os EUA e o Reino Unido

Archivo - Arquivo - 8 de dezembro de 2025, Washington, Distrito de Columbia, Estados Unidos: O vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa da Austrália, Richard Marles, discursa durante uma coletiva de imprensa com o secretário de Estado Marco Rubio e o s
Europa Press/Contacto/Mehmet Eser - Arquivo

MADRID 2 jun. (EUROPA PRESS) -

A atualização do acordo militar AUKUS entre a Austrália, o Reino Unido e os Estados Unidos gerou críticas no Partido Trabalhista Australiano, atualmente no poder, por se considerar que o acordo não é benéfico para os interesses da Austrália, que agora adquirirá três submarinos nucleares usados dos Estados Unidos, em vez de contar com um novo, como previa o acordo inicial.

Especificamente, o deputado trabalhista Ed Husic destacou que o governo de Anthony Albanese deveria “renegociar” o pacto e começar a pensar em alternativas à aliança firmada com as outras nações anglo-saxônicas em 2021, uma iniciativa repleta de polêmica, já que a Austrália cancelou contratos para a compra de doze submarinos de fabricação francesa, gerando críticas veementes de Paris.

“Obviamente, tem havido, como se observou dentro do Partido Trabalhista, em geral, uma inquietação considerável em relação à própria natureza do acordo”, afirmou Husic, em declarações coletadas pela emissora pública ABC, questionando se o novo pacto chegará a se concretizar “levando em conta o que está ocorrendo nos Estados Unidos”, em referência ao fato de que o Pentágono está exigindo o aumento da produção de sua indústria.

Diante disso, ele apontou que “a realidade no terreno exigirá uma renegociação”. “Na verdade, não será tanto uma renegociação, mas uma questão de fatos: as taxas de produção e se realmente vamos receber esses submarinos ou não”, afirmou, indicando que Canberra precisa considerar alternativas.

Do lado do Executivo australiano, defenderam a validade do acordo assinado com os Estados Unidos no âmbito da AUKUS. O próprio ministro da Indústria de Defesa, Pat Conroy, insistiu que a posição sobre essa aliança foi submetida a “duas votações”. “Foi apresentada ao grupo parlamentar do partido (Caucus) e aprovada por ele”, insistiu, ressaltando que os diferentes órgãos apoiaram a AUKUS e defendendo as dezenas de milhares de empregos que o pacto gera.

ATUALIZAÇÃO DA AUKUS

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e os ministros da Defesa do Reino Unido e da Austrália, John Healey e Richard Marles, anunciaram no sábado a atualização do acordo conjunto AUKUS, caracterizada pela ênfase no desenvolvimento de sistemas de defesa contra drones submarinos, com vistas à sua entrega a partir do próximo ano.

Os Estados Unidos venderão à Austrália três de seus submarinos nucleares da classe Virginia, e os três participarão do projeto e da construção de novos submarinos nas próximas décadas. Além disso, assinaram um compromisso para “o intercâmbio de tecnologia avançada, como computação quântica, inteligência artificial e armamento avançado”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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