Publicado 29/07/2026 07:23

O Vox questiona a prefeitura sobre a construção da mesquita: “Em setembro, vocês terão outra oportunidade”

O porta-voz do grupo municipal do Vox na Câmara Municipal de Sevilha, Gonzalo García de Polavieja (2º à direita), ao lado do vereador do partido, Fernando Rodríguez (2º à esquerda), e do presidente do VOX Sevilha, Javier Navarro (1º à direita), falam sobr
Rocío Ruz - Europa Press

SEVILHA 29 jul. (EUROPA PRESS) -

O Vox tomará uma decisão sobre seu apoio ao governo do PP na Câmara Municipal de Sevilha dependendo do andamento do recurso de apelação, no qual solicitará a suspensão das obras como medida cautelar, enquanto o Conselho de Governo da Diretoria de Urbanismo decide sobre o caso, no próximo mês de setembro. “Em setembro, eles terão outra oportunidade”, afirmaram fontes do partido.

Segundo fontes do Vox, a principal reclamação em relação à Administração do Urbanismo é que se esclareça por que o uso principal do projeto é considerado social. Uma vez que, segundo argumentaram, se fosse um local de culto, “teria que ser construído em um terreno destinado a uso religioso”, já que o terreno está previsto no Plano Geral de Ordenamento Urbano (PGOU) com esse uso.

Da mesma forma, criticaram a prefeitura pela “rapidez” com que o projeto foi conduzido — apresentado em 4 de outubro de 2025 e, posteriormente, encaminhado ao escritório de agilização de projetos, “como se fosse uma obra prioritária”.

Além disso, o principal argumento jurídico, segundo essas fontes, é que o projeto de “Centro Social” — que inclui uma mesquita — viola o artigo 6.6.12 do PGOU, responsável por regulamentar as Condições Particulares do uso de Serviços de Interesse Público e Social. E solicitaram que, “assim como as outras grandes mesquitas da Espanha”, o projeto busque um terreno destinado a fins religiosos.

Por outro lado, no projeto, o promotor sustenta que “fica esclarecido que a obra não se configura como um centro de culto, mas como um centro cultural e social, no qual o uso para culto se integra como uso complementar dentro do programa funcional do conjunto”.

O PREFEITO ESTAVA “A FAVOR” DA CONSULTA

Outra das reivindicações do partido liderado por Abascal em nível nacional é que a decisão seja submetida à “máxima divulgação e consulta cidadã”. Nesse sentido, fontes do partido afirmaram que o próprio prefeito, José Luis Sanz, “era a favor da consulta cidadã” e chegou a afirmar que, com ela, “poderiam paralisar o projeto por dois anos”.

Nesse sentido, essas fontes argumentaram que a oposição atual se baseia em critérios jurídicos e políticos. “Se encontrassem um terreno destinado a uso religioso, continuaríamos nos opondo”, pois defenderam que a construção de uma mesquita em um bairro “com tantas desigualdades” pode corresponder a um processo de “islamização”.

Apesar disso, sustentaram que, embora Sevilha já conte com “várias mesquitas e salas de oração” — uma delas na mesma rua do projeto da mesquita —, não vão fechar “o que já existe”. Da mesma forma, anteciparam que o processo judicial girará em torno da ocupação do terreno, e não da edificabilidade. “Legalmente, é uma bagunça”, concluíram.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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