Publicado 03/09/2025 07:36

O Vox Murcia propõe uma consulta aos cidadãos sobre o financiamento de centros para menores estrangeiros.

O presidente da Vox na região de Múrcia, José Ángel Antelo
VOX MURCIA

MURCIA 3 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Vox na Região de Múrcia, José Ángel Antelo, anunciou na quarta-feira que seu grupo parlamentar vai registrar uma iniciativa na Assembleia para que os cidadãos possam votar, através de uma consulta, sobre "se querem continuar financiando com seus impostos" os centros para menores estrangeiros não acompanhados.

Antelo indicou que este mês "o fechamento do centro para menores em Santa Cruz deve se tornar efetivo, um compromisso assumido nos acordos orçamentários com o PP", e enfatizou que o objetivo da Vox é "fechar todos os centros ilegais dependentes da Comunidade", de acordo com fontes da Vox em uma nota.

"Vamos registrar uma iniciativa para perguntar aos cidadãos se eles querem continuar a financiar com seus impostos esses centros ilegais que estão causando sérios problemas, não apenas na região, mas em toda a Espanha", explicou.

Ele continuou apontando para "casos recentes de crimes ligados à imigração ilegal, como o estupro de uma menina de 14 anos em Madri, que destruiu a vida dessa menina e de toda a sua família, ou a tentativa de agressão sexual cometida neste verão em Cartagena".

"Infelizmente, esses não são incidentes isolados, mas sim o sofrimento diário de nossos vizinhos", lamentou Antelo, que insistiu que os cidadãos "têm o direito de decidir se seus impostos vão financiar a imigração ilegal que está destruindo nossos bairros" ou se "vão garantir um sistema de saúde que está falido, pagar pela dependência no tempo e na forma e, em suma, o que é realmente importante para os cidadãos".

O líder do Vox destacou que "70% dos espanhóis em agosto e já 80% em setembro" apóiam a posição de seu partido sobre a imigração. "Os que entram ilegalmente devem ser deportados, os que entram legalmente, mas cometem crimes, também devem ser deportados, e não podemos permitir que seja criada uma sociedade paralela à nossa", acrescentou.

CANCELAMENTO DA DÍVIDA, "UM GRANDE PALIATIVO".

Ao ser questionado por jornalistas sobre o cancelamento de parte da dívida aprovado nesta terça-feira pelo Conselho de Ministros, Antelo destacou que se trata de um "enorme remendo" para "agradar aos partidos separatistas que nunca serão gratos pelo que a Espanha fez por eles e que deram um golpe de Estado contra a nossa nação".

Ele também defendeu que seu partido "é o único que exige financiamento justo e igual para todos os espanhóis, em oposição aos privilégios mantidos por territórios como o País Basco ou a Catalunha".

"Queremos que todos os espanhóis, onde quer que vivam, tenham os mesmos recursos, as mesmas obrigações e os mesmos direitos. O que temos é um sistema desigual, com cotas que significam que um cidadão basco paga metade dos impostos que um cidadão da região. Isso é injustiça e desigualdade, e o Partido Popular apóia isso. O Vox, por outro lado, é contra", observou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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