JOAQUÍN CORCHERO-EUROPA PRESS
SEVILHA 25 mar. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do Vox na Andaluzia, Manuel Gavira, manifestou nesta quarta-feira seu apoio às creches andaluzas que se encontram em uma situação “insustentável” e garantiu que, caso seu partido entre no governo regional após as eleições de 17 de maio, garantirá “a gratuidade da educação de 0 a 3 anos” e “a prioridade nacional nos auxílios”.
Sobre o custo por vaga, Gavira declarou à imprensa, por ocasião de sua participação em uma manifestação em defesa do financiamento das creches, em frente ao Parlamento da Andaluzia, que o Governo da Andaluzia mantém desde 2020 um custo por “vaga de 240 euros, quando o custo real ultrapassa os 360 euros”, enquanto se destina a cada menor imigrante desacompanhado “mais de 4.500 euros por mês” e o presidente da Andaluzia, Juanma Moreno, “atualiza a cada ano seu salário e o de seus conselheiros”.
Nesse sentido, Gavira denunciou que Moreno “quer se gabar da gratuidade”, mas “pretende que a conta continue sendo paga pelas creches”, e lembrou que o Vox foi o único grupo que levou “de forma clara e consistente” as reivindicações do setor ao Parlamento da Andaluzia.
Da mesma forma, lamentou que não se trate de uma situação pontual, mas que as creches estejam há anos “abandonadas e ignoradas”. “Há dinheiro para o que eles querem, priorizam sempre os de fora em detrimento dos andaluzes”, assinalou Gavira sobre a gestão do Governo do PP-A.
Ele lembrou que há praticamente um ano, no último dia 13 de maio de 2025, o grupo Vox se reuniu com a Plataforma Ticei 0-3 anos Andaluzia diante da situação “crítica que atravessam as creches aderentes ao Programa de Ajuda às Famílias da Junta”.
Como resultado dessa reunião e atendendo às demandas do setor, o Vox apresentou uma proposta de lei para atualizar o preço por vaga, garantir pagamentos claros, corrigir o decreto de gratuidade para incluir expressamente os centros aderentes e reabrir o diálogo com o setor, mas o PP-A “a rejeitou integralmente”.
“O voto contra do PP não foi casual nem técnico; trata-se de uma decisão política consciente de não assumir nenhum compromisso real com as creches”, destacou Gavira, que lembrou que, posteriormente, seu partido apresentou uma emenda ao Orçamento da comunidade para 2026, “propondo atualizar o custo por vaga de acordo com o IPC e estabelecer um calendário claro e pontual dos pagamentos, incluindo agosto”, o que também foi “rejeitado” pelo PP-A.
“O PP teve seis anos e rejeitou todas as nossas propostas para atualizar o preço por vaga e dar segurança ao setor”, disse Gavira.
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