BRUXELAS 15 jul. (EUROPA PRESS) -
Na terça-feira, a Vox elogiou o Vale dos Caídos com uma exposição no Parlamento Europeu intitulada "A Cruz como símbolo das raízes cristãs", criticada por eurodeputados espanhóis do Grupo de Memória Democrática, que a consideram uma "operação fascista de branqueamento" e exigiram que a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, se desculpasse por tê-la permitido.
Os eurodeputados do Grupo de Memória já haviam escrito ao Parlamento Europeu na segunda-feira para solicitar a retirada da exposição, que foi inaugurada na terça-feira, por considerá-la "incompatível" com os valores e as regras que regem o Parlamento Europeu.
A carta foi assinada por Oihane Agirregoitia (PNV), Jaume Asens (Sumar), Pernando Barrena (EH Bildu), Estrella Galán (Sumar), Juan Fernando López Aguilar (PSOE), Vicent Marzà (Compromìs), Ana Miranda (BNG), Irene Montero (Podemos), Diana Riba (ERC) e Isabel Serra (Podemos).
Apesar das reclamações, a exposição foi inaugurada às 12h30 de terça-feira com a intervenção do chefe da delegação da Vox no Parlamento Europeu, Jorge Buxadé, que agradeceu à instituição por ter "derrotado as tentativas de boicote" ao que ele definiu como um "ato de expressão cultural e espiritual".
"Aqueles que enviam cartas à Metsola para que não possamos realizar a exposição representam a Europa que cancela, sanciona e proíbe e que pede a caça de espanhóis em Torre Pacheco", disse Buxadé, referindo-se aos eurodeputados que criticaram a exposição.
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