Publicado 29/06/2026 08:45

O Vox dá um “não” velado a Moreno na votação desta quinta-feira: “Se ele continuar por esse caminho, será na terceira, na quarta...

Archivo - Arquivo - O porta-voz do Vox, José Antonio Fúster, durante uma coletiva de imprensa após a reunião do Comitê de Ação Política do Vox, em 9 de fevereiro de 2026, em Madri (Espanha). O Vox conquistou 14 deputados nas eleições realizadas neste domi
Alberto Ortega - Europa Press - Arquivo

MADRID 29 jun. (EUROPA PRESS) -

O porta-voz nacional do Vox, José Antonio Fúster, sugeriu nesta segunda-feira que seu partido votará contra a investidura de Juanma Moreno Bonilla na sessão de quinta-feira, a segunda, pois as partes envolvidas nas negociações não chegaram a um acordo de governo para a Andaluzia. Nesse sentido, ele alertou que “ainda falta muito” e que, se o Partido Popular “continuar por esse caminho”, eles o apoiarão na “terceira, quarta, quinta votação” ou “nunca”.

O presidente interino da Andaluzia comparece nesta segunda-feira à sua primeira sessão de investidura, após ter perdido a maioria absoluta nas eleições de 17 de maio. Ele precisa do apoio do Vox para manter a presidência, mas comparece à sessão de investidura sem ter fechado um acordo com o partido de Abascal, com quem o PP já governa em outras regiões, como Extremadura, Aragão e Castela e Leão.

A primeira votação, para a qual o candidato precisa de maioria absoluta, será realizada nesta terça-feira, e a segunda, para a qual Moreno precisa de maioria simples, na quinta-feira. Caso não consiga, poderão ocorrer novas tentativas no prazo de dois meses. Se, nesse prazo, não for possível empossar um presidente, as eleições serão repetidas.

Em entrevista coletiva na sede nacional do Vox, Fúster afirmou que seu partido votará “não” na primeira votação e que, na segunda, “parece-lhe” que também será um voto negativo. “E que sigam por esse caminho, que será na terceira, na quarta, na quinta tentativa ou nunca”, advertiu o porta-voz nacional.

O Vox critica o Partido Popular pelo escasso interesse em negociar com eles e insiste que devem acordar “medidas, prazos de cumprimento e garantias”, mas ainda não deixou claro se tem a intenção de integrar um governo de coalizão.

“Não se trata tanto de votar em uma pessoa, mas de votar no que essa pessoa vai fazer, e o governo que ela vai formar deve, inevitavelmente, incluir as ideias do Vox”, destacou Fúster. Assim, “ainda falta” para selar o pacto, conforme ele ressaltou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado