Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 12 fev. (EUROPA PRESS) - O partido Vox negou nesta quinta-feira ter reivindicado pastas específicas para selar um pacto para um governo de coalizão com o PP na Extremadura, e alegou que “os cargos não são uma prioridade” para a formação.
Foi o que afirmou a porta-voz do Vox no Congresso, Pepa Rodríguez de Millán, após as informações que apontam que o Vox solicitou uma vice-presidência e as pastas da Indústria, Economia, Agricultura e Interior para fechar um acordo na Extremadura.
“Não estamos pedindo o que alguns meios de comunicação afirmaram, sem que saibamos muito bem quem terá divulgado tal mentira, porque não é verdade que tenhamos solicitado qualquer pasta específica”, explicou Rodríguez de Millán em entrevista concedida à Radio Libertad, divulgada pela Europa Press.
A porta-voz parlamentar insistiu que o Vox está focado em “uma mudança de políticas” e que, se para isso for necessário integrar-se em um executivo de coalizão com o PP, assim o farão. “Mas, claro, os cargos não são uma prioridade e nunca foram, e creio que já o demonstrámos”, acrescentou, em alusão à ruptura dos governos regionais com o PP em julho de 2024. A CULPA É DO PP
Questionada sobre os obstáculos que impedem o avanço das negociações, Rodríguez de Millán recusou-se a dar detalhes, alegando que não faz parte da equipe de negociação do Vox, mas lembrou que os interesses de Santiago Abascal estão voltados para as políticas rurais, a imigração, a ideologia de gênero, os gastos políticos supérfluos e a tributação, fundamentalmente.
O presidente do grupo parlamentar do Vox na Extremadura, Óscar Fernández Calle, já culpou na quarta-feira o PP pela “vazamento de informações oportunamente manipuladas”, em referência às supostas solicitações do Vox, e alertou que, assim, as negociações “não vão a lugar nenhum”. Mas ele disse que essas reivindicações foram “as primeiras posições” do partido. Por outro lado, Rodríguez de Millán atacou a presidente em exercício da Extremadura, María Guardiola, por alimentar a possibilidade de que o PSOE se abstenha para facilitar um governo minoritário do PP. “Para eles, dá no mesmo”, lamentou a porta-voz parlamentar.
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