Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -
O vice-secretário de Ação Política do Vox, Ignacio de Hoces, afirmou neste sábado que seu partido não pretende “pressionar” o Supremo Tribunal para que se pronuncie rapidamente sobre a chamada “lei dos netos”, pois, em sua opinião, cabe ao tribunal decidir se deve ou não priorizar a decisão sobre o direito ao voto dos inscritos no Censo Eleitoral de Residentes Ausentes (CERA) que foram naturalizados em virtude da Lei da Memória Democrática.
O Supremo decidiu suspender cautelosamente, até proferir a sentença, o direito de voto daqueles que já obtiveram ou venham a obter a nacionalidade por meio da “lei dos netos”, a menos que comprovem ser descendentes de exilados. Essas medidas cautelares foram adotadas em resposta aos pedidos do partido Vox e da plataforma Iustitia Europa.
“O Supremo Tribunal sabe quantos processos tem em pauta e a importância desta ou de outras questões”, indicou Hoces em entrevista concedida ao programa ‘Parlamento’ da ‘RNE’, divulgada pela Europa Press. Nesse sentido, ele se recusou a exercer “qualquer tipo de pressão” sobre o Supremo Tribunal, ao contrário do que, em sua opinião, “o governo faz repetidamente com os diversos processos”.
Para Hoces, “o que realmente importa” é que o Supremo “se pronuncie e decida, por meio de sentença”, que a instrução “é claramente ilegal” e, portanto, que “não possam votar” aqueles que se beneficiam dela. Nessa linha, ele negou que seja inconstitucional que essas pessoas não possam votar nas eleições.
Questionado sobre sua posição em relação ao fato de o PP se arrogar a decisão do Supremo, o também deputado do Vox considera que os “populares” “também poderiam ter interposto os recursos correspondentes”, como fez a formação de Santiago Abascal.
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