BRUXELAS 22 jan. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, superou nesta quinta-feira a quarta moção de censura a que foi submetida pelo Parlamento Europeu nos últimos seis meses, graças ao apoio da grande coalizão formada por sua família política e principal grupo no Parlamento Europeu, o Partido Popular Europeu (PPE), com social-democratas (S&D), liberais (RE) e verdes.
A moção foi apresentada pelo grupo de extrema direita Patriotas pela Europa — do qual faz parte o Vox — e foi rejeitada na sessão plenária realizada em Estrasburgo (França) com 390 votos contra, 165 a favor e 10 abstenções.
O grupo liderado pelo partido Fidesz — do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán — defendeu o voto de censura pelo acordo de livre comércio que o Executivo comunitário negociou no ano passado e assinou este mês em nome da União Europeia com os países do Mercosul.
À iniciativa juntaram-se eurodeputados dos Conservadores e Reformistas Europeus (ECR) e da Europa das Nações Soberanas (ESN), totalizando mais de 100 assinaturas, segundo informaram os promotores da moção.
Desde o início deste segundo mandato do Executivo Von der Leyen, a conservadora alemã superou quatro moções, três delas promovidas por grupos da extrema direita e uma pela esquerda radical.
Uma moção de censura contra o Executivo europeu pode ser discutida no Parlamento Europeu se obtiver o apoio de 72 eurodeputados e, para ser aprovada, precisa de uma maioria de dois terços dos votos expressos, bem como do apoio da maioria dos membros que compõem a Câmara.
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