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Ele concorda com Trump sobre a dependência do gás russo: "Praticamente nos livramos da energia russa, mas temos que terminar o trabalho".
MADRID, 25 set. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a possibilidade de abater caças e drones russos que entram no espaço aéreo dos países membros da OTAN "está na mesa", uma questão que ela vê como essencial para "defender cada metro quadrado" do território europeu.
"Minha opinião pessoal é que temos que defender nosso território e isso significa que, se houver uma violação do espaço aéreo, a opção de abater um caça deve estar sobre a mesa, sempre depois de seguir o protocolo e fazer os avisos relevantes e claros", explicou durante uma entrevista à rede de televisão americana CNN.
Nesse sentido, ele destacou que a Rússia está colocando a Europa "à prova em todos os campos". "É uma guerra híbrida que (a Rússia) está travando contra as democracias da UE. A decisão é da OTAN, mas eu digo muito claramente: não toque em nosso território", enfatizou.
Ele ressaltou que a UE continua "muito clara ao demonstrar seu apoio à Ucrânia e o que isso significa". "Investimos na economia e na defesa e vamos continuar nesse caminho, do lado ucraniano, e isso significa dar a eles as capacidades militares de que precisam para defender seu país", disse ele.
"O objetivo é que (Vladimir) Putin se sente à mesa de negociações e realmente negocie, porque todos nós queremos a paz", disse ele, mas não antes de afirmar que a energia russa "continua a entrar pela porta dos fundos".
"Há três anos, quando a guerra começou, havia uma grande dependência do gás russo, mas Putin cortou esse fornecimento. Tivemos uma grande crise energética, mas investimos em energias renováveis e nuclear, e hoje praticamente nos livramos da energia russa, mas é verdade que esse é um trabalho que temos que terminar", disse ele, ao concordar com o presidente dos EUA, Donald Trump.
"Vamos continuar no curso atual com relação às energias renováveis, que acreditamos que geram empregos na Europa e são boas para o planeta", continuou, sem rejeitar o uso de outras energias, como a nuclear. "O importante é a independência", reafirmou.
PRESSÃO CRESCENTE SOBRE PUTIN
No entanto, ele alertou que a economia russa "é agora uma economia de guerra" que está em "um momento crítico". "Se aumentarmos a pressão financeira, acredito que Putin finalmente negociará", arriscou Von der Leyen, assegurando que a luta da Ucrânia "não é apenas por sua própria soberania, mas uma questão de ordem global".
"Trabalhamos arduamente para mostrar nosso apoio à Ucrânia, mas também para mostrar que há uma forte coalizão pronta para garantir que, quando houver paz, possamos dar garantias de segurança à Ucrânia", disse ele.
"Levamos tempo, mas há evidências suficientes para mostrar a Trump que o presidente Putin é um predador que não quer a paz e que temos que ser muito claros ao exigir que os padrões internacionais sejam cumpridos", acrescentou.
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