Publicado 02/03/2026 07:55

Von der Leyen pede à UE que esteja preparada para as "consequências" da crise no Oriente Médio

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante uma coletiva de imprensa em Bruxelas
DATI BENDO

Aponta para possíveis problemas energéticos, nos transportes, na migração e até mesmo em matéria nuclear BRUXELAS 2 mar. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou nesta segunda-feira que a União Europeia deve estar preparada para “as consequências” dos recentes acontecimentos no Oriente Médio após a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel no Irã, que até o momento causaram a morte de mais de 550 pessoas no país, bem como a resposta posterior de Teerã.

“Da energia à energia nuclear, dos transportes à defesa, da migração à segurança, devemos estar preparados para as consequências decorrentes destes recentes acontecimentos”, afirmou numa conferência de imprensa em Bruxelas, pouco antes da reunião extraordinária do Colégio de Comissários que Von der Leyen convocou ao meio-dia para debater questões de segurança.

A chefe do Executivo comunitário afirmou que “os acontecimentos no Oriente Médio são profundamente preocupantes” e que, durante o fim de semana, esteve em contato com nove líderes da região e com vários dirigentes europeus, avaliando a situação “volátil” após a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Na sua opinião, é necessário “trabalhar com firmeza” para desacelerar e evitar que o conflito se alargue, sobretudo depois de nas últimas horas terem ocorrido “numerosos ataques”, incluindo um ataque com drones contra uma base aérea britânica em Chipre e outro contra uma instalação petrolífera da Saudi Aramco.

“Condeno nos termos mais enérgicos esses ataques imprudentes e indiscriminados por parte do Irã e seus aliados contra territórios soberanos em toda a região”, continuou a conservadora alemã em sua explicação.

Após apelar à “renovada esperança para o povo oprimido” do Irã e apoiar “seu direito de determinar seu próprio futuro” após a morte do aiatolá Ali Khamenei, Von der Leyen destacou a importância da estabilidade da região e que “a solução duradoura é diplomática”, o que implica “uma transição credível” e o “cessar definitivo dos programas nucleares e balísticos” de Teerã. SUÍÇA DISPOSTA A AJUDAR NA DESESCALADA

O presidente da Suíça, Guy Parmelin, também expressou a “extrema preocupação” com que seu governo acompanha a “escalada na região”, ao mesmo tempo em que apelou a “todas as partes” para que diminuam as tensões e garantam a segurança da população civil.

“A Suíça, como sempre, está à disposição para, se necessário, participar e ajudar as partes a diminuir a tensão”, disse ele na coletiva ao lado de Von der Leyen — prevista para assinar novos acordos para elevar a relação bilateral —, após indicar que nas últimas horas manteve contato com vários líderes do Oriente Médio.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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