BRUXELAS 3 jul. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, indicou que seu Executivo apresentará, em meados de julho, medidas para proibir o comércio com os assentamentos israelenses na Cisjordânia, mas lembrou aos Estados-membros que pedem medidas mais rigorosas contra Israel que a suspensão parcial do Acordo de Associação continua, há dez meses, “pendente” entre os Vinte e Sete.
Foi assim que a chefe do Executivo comunitário respondeu ao ser questionada durante uma coletiva de imprensa na Irlanda — país que assume a presidência rotativa do Conselho da UE — sobre a falta de avanços nas medidas contra Israel, apesar da deterioração da situação em Gaza e na Cisjordânia.
Von der Leyen afirmou que a União Europeia compartilha da avaliação de que a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia “é um problema” e que a violência associada a eles “minam” a viabilidade da solução de dois Estados, “o único caminho para uma paz duradoura”.
“Por isso, já concordamos com sanções contra colonos israelenses extremistas e figuras do Hamas, e a Comissão apresentará em breve, como sabem, um documento com opções”, explicou ela, referindo-se ao pedido feito por vários Estados-membros a Bruxelas para proibir o comércio com os assentamentos israelenses.
No entanto, ela lembrou que “há 10 meses” a Comissão propôs a suspensão das preferências comerciais do Acordo de Associação UE-Israel e que ainda não se obteve o apoio necessário para sua aprovação, ou seja, uma maioria qualificada entre os Vinte e Sete.
“Isso teria um impacto econômico significativo, mas essa proposta continua em discussão nos Estados-Membros, que devem votá-la por maioria qualificada. A bola está no campo dos Estados-Membros; já se passaram 10 meses desde que apresentamos essa proposta”, insistiu a conservadora alemã.
PRINCIPAL DOADOR DE AJUDA À PALESTINA
Por outro lado, Von der Leyen afirmou que a União Europeia é “o maior doador de ajuda do mundo para o povo palestino” e que “ninguém faz mais” do que o bloco comunitário.
“Desde outubro de 2023, destinamos mais de 2.700 milhões de euros em ajuda humanitária e apoio orçamentário. Organizamos 85 pontes aéreas e entregamos mais de 5.600 toneladas de suprimentos essenciais”, prosseguiu ela em sua explicação.
A conservadora alemã também citou como exemplo do apoio comunitário à Palestina a recente adoção de sanções contra colonos israelenses extremistas e o pedido de “muitos Estados-membros” que propuseram sancionar o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir.
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