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BRUXELAS, 3 ago. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assegurou nesta segunda-feira ao chefe do Executivo, Pedro Sánchez, que a crise migratória registrada em Ceuta devido às chegadas em massa vindas do Marrocos deixa claro que a UE deve “fazer mais” em suas fronteiras externas, para o que defende uma “vigilância rigorosa” e “barreiras físicas quando necessário”, e também garantiu que a União Europeia não aceitará nenhuma tentativa de utilizar a migração irregular como “instrumento de pressão” contra um Estado-membro, q
“Temos sido firmes ao afirmar que a União Europeia não aceitará entradas ilegais. Tampouco pode aceitar qualquer tentativa de utilizar a migração ilegal como meio para exercer pressão sobre um Estado-membro”, sustenta a conservadora alemã em uma carta dirigida ao presidente do Governo, à qual a Europa Press teve acesso, na qual ela ressalta que a proteção das fronteiras do bloco é uma “responsabilidade europeia compartilhada” necessária para “preservar a integridade do espaço Schengen”.
BARREIRAS FÍSICAS ONDE FOR NECESSÁRIO
Von der Leyen afirma que a crise em Ceuta deixa claro que a UE deve “fazer mais” para fortalecer o controle de fronteiras em pontos críticos, com “uma vigilância rigorosa e o uso de barreiras físicas quando necessário”, e aposta em redobrar os esforços para prevenir as chegadas irregulares, reforçar a cooperação com países terceiros, desenvolver sistemas de alerta precoce, desmantelar as redes de tráfico de migrantes e acelerar os retornos.
“Gostaria de agradecer sua carta e parabenizá-lo pela rápida gestão dos retornos daqueles que entraram ilegalmente em Ceuta vindos do Marrocos”, destaca a presidente da UE, que elogia a atuação das autoridades espanholas e marroquinas por impedirem movimentos posteriores em direção à Península Ibérica e ao resto da Europa e oferece apoio financeiro e operacional da UE, incluindo um possível reforço da Frontex no enclave espanhol, bem como a assistência da Europol e da Agência de Asilo.
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