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MADRID 31 ago. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressou no domingo a ideia de uma "Ucrânia bem armada", protegida por duas linhas adicionais de defesa, as fornecidas pela coalizão internacional e pelo processo de adesão à União Europeia, durante uma visita à fronteira polonesa com a Bielorrússia, acompanhada pelo primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk.
Von der Leyen declarou novamente que o presidente russo Vladimir Putin é uma ameaça que só responde nos mesmos termos. "Nos últimos 25 anos, ele iniciou quatro guerras: Chechênia, Geórgia, Crimeia e a invasão em grande escala da Ucrânia", disse a presidente da Comissão Europeia.
"Ele não mudou e não mudará. Ele é um predador", acrescentou ela sobre o presidente russo.
"Sabemos, por experiência própria, que ele só pode ser mantido sob controle por meio de forte dissuasão e, portanto, devemos ser coordenados, precisos e rápidos na intensificação de nossa postura defensiva na União Europeia e, especificamente, nos estados da linha de frente", acrescentou.
Falando em linhas, Von der Leyen insistiu que a Ucrânia deve receber garantias de segurança após uma hipotética paz com a Rússia por meio de três "linhas de defesa", começando com uma força militar "bem armada".
"Costumo compará-la a um porco-espinho de aço que deve ser indigesto para possíveis invasores", acrescentou Von der Leyen. "A segunda linha de defesa será um grupo multinacional, a Coalizão dos Dispostos, apoiada pelos americanos. E a terceira linha de defesa é a nossa própria postura defensiva e o trabalho que estamos fazendo para trazer a Ucrânia para a União Europeia", disse ele.
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