Publicado 28/10/2025 08:56

Von der Leyen defende sua "boa proposta" de usar os ativos russos congelados para emprestar à Ucrânia

HANDOUT - 23 de outubro de 2025, Bélgica, Bruxelas: O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky (à direita) cumprimenta a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante a Cúpula do Euro no prédio do Conselho Europeu em Bruxelas. Foto: Dati B
Dati Bendo/European Commission/d / DPA

BRUXELAS 28 out. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, insistiu nesta terça-feira no uso da liquidez dos ativos russos congelados para um empréstimo destinado a manter a Ucrânia na batalha, assegurando que a proposta do Executivo europeu é "sólida", embora ainda faltem resolver algumas dúvidas técnicas que os líderes da UE têm.

Em uma conferência de imprensa na Suécia, onde está participando do Conselho Nórdico, a presidente da UE indicou que os serviços comunitários estão analisando a liquidez dos ativos russos congelados na Europa, enquadrando sua proposta no uso de ativos imobilizados.

"A proposta é usar esses saldos para conceder um empréstimo à Ucrânia. A Ucrânia terá que pagar o empréstimo se a Rússia pagar as reparações", reiterou ela. "Trata-se de uma proposta juridicamente sólida, não trivial", concluiu Von der Leyen, que, após a última cúpula de líderes europeus, preparará uma série de opções para o uso desses ativos, diante das reservas que a Bélgica e outros Estados membros continuam a manter.

No âmbito da reunião com os líderes da Suécia, Finlândia, Noruega, Dinamarca, Islândia, Ilhas Faroé e Aland, vários líderes escandinavos se pronunciaram a favor da medida, destacando que, embora não tenha sido possível chegar a um acordo na última cúpula europeia, "foi dado um grande e necessário passo para tomar a decisão", destacou o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson.

Na mesma linha, a líder dinamarquesa, Mette Frederiksen, destacou que "não há alternativa" ao empréstimo para reparos. "Temos que encontrar uma solução para algumas das questões técnicas que foram levantadas, mas, acima de tudo, trata-se de uma escolha política", disse ela.

Seu colega finlandês, Petteri Orpo, pediu um acordo na cúpula de líderes europeus em dezembro, esperando que até lá a Comissão Europeia resolva as dúvidas da Bélgica, que abriga a maioria dos ativos russos e poderia ficar exposta a futuras reivindicações russas. "Temos que encontrar uma solução para financiar a luta deles. E é por isso que vejo que a única solução razoável é usar os ativos russos congelados", resumiu ele.

DÚVIDAS APÓS A CÚPULA EUROPEIA

Na semana passada, a cúpula europeia encarregou o executivo europeu de encontrar a base legal para um empréstimo de 140 bilhões de euros para manter a Ucrânia à tona pelos próximos dois anos, em um momento em que a Rússia não cessa seus ataques e ainda não está tomando medidas para negociar a paz.

De qualquer forma, persistem reservas dentro da UE sobre a legalidade da proposta, a começar pela Bélgica, que ameaça vetar a iniciativa se a Comissão Europeia não oferecer garantias suficientes ou incluir ativos vinculados em outras partes da UE.

"O foco está nos ativos imobilizados. Se houver outras opções na mesa, teremos que esperar", disse a porta-voz da UE, Paula Pinho, quando perguntada se Bruxelas prioriza o uso dos ativos soberanos russos ou está aberta a outro cenário que não envolva o uso desses ativos.

Fontes europeias afirmam que a cúpula deixou clara a disposição de financiar a Ucrânia, apesar das questões pendentes sobre como fazer isso. "O trabalho técnico continuará nas próximas semanas a fim de resolver as dúvidas. A Bélgica não foi o único país a levantar questões sobre o empréstimo para reparos", disseram eles, observando que o uso da liquidez de ativos imobilizados "continua sobre a mesa".

Outras fontes diplomáticas explicaram à Europa Press que o uso de ativos russos "não está excluído" após a cúpula, mas que agora é hora de encontrar uma fórmula que esclareça as dúvidas da Bélgica, tudo com vistas à proposta a ser elaborada pelos serviços comunitários.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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