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Rutte prevê que a “mudança de mentalidade” dos europeus na OTAN tornará o “vínculo transatlântico” mais “forte do que nunca” BRUXELAS 13 fev. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu nesta sexta-feira o progresso que a União Europeia como um todo está fazendo em matéria de defesa e afirmou que, somente no último ano, fez mais em matéria de segurança “do que nos dez anos anteriores”.
Num evento organizado pelo partido conservador alemão CSU no âmbito da Conferência de Segurança de Munique, que se realiza desde esta sexta-feira na capital bávara, a chefe do Executivo comunitário sublinhou que uma União Europeia “mais forte” se traduz diretamente numa OTAN também mais robusta, defendendo a “mudança de mentalidade” que, na sua opinião, ela trouxe para Bruxelas.
“A Europa deve tornar-se mais independente e deve fazer mais pela sua defesa. Uma Europa forte também significa uma OTAN forte. E essa é a mudança de mentalidade que trouxe para a União Europeia. No último ano, fizemos mais pela defesa na Europa do que nos dez anos anteriores”, afirmou a política alemã.
Von der Leyen deu como exemplo que, no último orçamento da UE, foram destinados “8 bilhões” à defesa, enquanto que só no ano passado foram mobilizados “800 bilhões de euros” para poder resolver as carências do conjunto da defesa europeia.
Dentro desse quase trilhão de euros, a presidente da Comissão enfatizou um programa “particularmente importante” para ela, a aquisição conjunta de armamento e a realização de projetos conjuntos entre os 27 países dentro do programa SAFE.
“O SAFE tem 100 bilhões de euros atribuídos a esses projetos conjuntos destinados a colmatar lacunas e reforçar a nossa própria capacidade de defesa”, continuou na sua explicação, acrescentando depois que 65% de todos esses fundos devem ser destinados a produtos provenientes da Europa ou da Ucrânia e que “não podem ser adquiridos no estrangeiro”.
Na sua opinião, “por uma razão simples”, e é que esses “milhares de milhões e milhares de milhões” que estão a ser gastos em defesa se destinam a “criar empregos, promover a inovação e o desenvolvimento” e, por isso, “devem fluir para a nossa base industrial de defesa europeia”.
A LIGAÇÃO TRANSATLÂNTICA SERÁ MAIS FORTE DO QUE NUNCA
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, também interveio no evento, lembrando que na véspera houve uma reunião dos ministros da Defesa da Aliança e que também percebeu uma “mudança de mentalidade” entre os parceiros europeus, agora dispostos a dar “um passo à frente” e assumir mais responsabilidade pela sua defesa. “A Europa está realmente a dar um passo à frente. A Europa está assumindo um papel de maior liderança dentro da OTAN. A Europa também está cuidando mais de sua própria defesa. E essa é realmente uma mudança surpreendente”, comemorou o ex-primeiro-ministro da Holanda.
Na sua opinião, essa mudança tornará o “vínculo transatlântico mais forte do que nunca”, e isso deve-se em parte ao que a presidente da Comissão “está a fazer com a União Europeia para que isso seja possível”. “Creio que a cooperação entre a OTAN e a UE provavelmente nunca foi tão forte como é hoje”, acrescentou.
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