Publicado 10/09/2026 12:37

Von der Leyen defende, 25 anos após o 11 de setembro, a unidade entre a Europa e os EUA diante das novas ameaças

Archivo - Arquivo - 22 de janeiro de 2025, França, Estrasburgo: A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discursa durante um debate no âmbito de uma sessão plenária no Parlamento Europeu. Foto: Philipp von Ditfurth/dpa
Philipp von Ditfurth/dpa - Arquivo

Lembre-se de que os europeus estiveram ao lado de Washington após os atentados e que o Artigo 5º da OTAN foi acionado pela primeira vez

BRUXELAS, 10 set. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu nesta quinta-feira, na véspera do 25º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001, a importância de manter a unidade entre a Europa e os Estados Unidos diante das novas ameaças, em um cenário internacional marcado pela “rivalidade entre grandes potências, pela guerra e pelo confronto entre Estados”.

“Há 25 anos, o mundo ficou paralisado. Colados às telas, vimos com horror e incredulidade as Torres Gêmeas desabarem”, lembrou a chefe do Executivo comunitário em um comunicado, no qual prestou homenagem às quase 3.000 pessoas que morreram nos ataques, bem como aos bombeiros, policiais e membros dos serviços de emergência que “correram em direção à fumaça e à poeira” para salvar vidas.

Von der Leyen definiu o 11 de setembro como “o acontecimento mais marcante da virada do século” e destacou que os atentados trouxeram de volta a importância das alianças e da segurança coletiva, ressaltando a resposta da Europa e da OTAN após os ataques.

“A Europa soube imediatamente qual era a sua posição. Estávamos ao lado dos Estados Unidos”, afirmou, lembrando que os ataques levaram a Aliança Atlântica a invocar, pela primeira e única vez em sua história, o Artigo 5º de defesa coletiva, segundo o qual um ataque contra um de seus membros é considerado um ataque contra todos.

Nesse sentido, a política conservadora alemã destacou que a Europa e os Estados Unidos permaneceram unidos na defesa dos princípios compartilhados em ambos os lados do Atlântico, como “a liberdade e a democracia”, diante do objetivo dos terroristas de espalhar o medo muito além de Nova York, Virgínia e Pensilvânia.

“Vinte e cinco anos depois, sabemos que eles fracassaram. Nossas democracias resistiram. Nossas sociedades continuaram livres. E a ideologia do terror não conseguiu impor seu domínio sobre o nosso mundo”, prosseguiu ela em seu texto.

AS AMEAÇAS MUDARAM, A UNIDADE CONTINUA SENDO IMPORTANTE

Von der Leyen alertou que as ameaças mudaram desde então e que o mundo volta a atravessar “águas geopolíticas turbulentas”, desta vez marcadas pela “rivalidade entre grandes potências, pela guerra e pelo confronto entre Estados”.

No entanto, ela defendeu que a lição deixada pelo 11 de setembro continua válida um quarto de século depois: “Em momentos de perigo, nossas alianças são importantes. Nossa unidade é importante. E os valores que escolhemos defender são importantes”.

A presidente da Comissão encerrou sua mensagem relembrando as duas colunas de luz que se projetam para o céu de Nova York no local onde se erguiam as Torres Gêmeas e que, em sua opinião, simbolizam a resistência contra o esquecimento e mantêm viva a memória das vítimas.

“Elas desafiam o esquecimento. Carregam a memória daqueles que perdemos. E nos lembram que a luz triunfa mesmo nos dias mais sombrios”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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