BRUXELAS 27 mar. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, transmitiram a intenção da União Europeia de manter o apoio financeiro e militar à Ucrânia no futuro, além das negociações de paz, e de continuar a pressionar a Rússia por meio de sanções europeias, dadas as dúvidas generalizadas sobre as intenções do presidente russo, Vladimir Putin, de acabar com a agressão.
Essa foi a posição dos dois líderes da UE na cúpula que reuniu cerca de trinta líderes europeus em Paris para discutir o futuro apoio à Ucrânia. Em uma mensagem nas redes sociais no final da reunião, Von der Leyen comemorou o fato de que a "coalizão dos dispostos" está ficando "mais forte" e "mais determinada" em seu apoio a Kiev.
A conservadora alemã insistiu que a UE "manterá a pressão sobre a Rússia". "Ficou muito claro que as sanções continuam em vigor. O que queremos é um acordo de paz justo e duradouro, esse é o objetivo", argumentou ela, depois que a Rússia exigiu, em suas conversas com os Estados Unidos, que fossem tomadas medidas para suspender as restrições.
Ao mesmo tempo, ele apontou a necessidade de aumentar o apoio financeiro e militar à Ucrânia no curto prazo. "As necessidades militares e financeiras da Ucrânia devem ser atendidas, então posso confirmar que a UE adiantará sua parte dos empréstimos do G7 para a Ucrânia", disse ele, referindo-se aos 18 bilhões que a UE planeja fornecer à Ucrânia.
Por fim, Von der Leyen defendeu os planos postos em prática por Bruxelas para aumentar os gastos com defesa na UE, um programa do qual a indústria militar ucraniana se beneficiará.
Por sua vez, o Presidente do Conselho argumentou que a melhor maneira de apoiar Kiev é permanecer "consistente" com o objetivo de um cessar-fogo abrangente que leve a uma paz justa. "Isso significa manter a pressão sobre a Rússia por meio de sanções. Seria um erro estratégico ceder à tentação de uma flexibilização precoce das sanções", disse ele na cúpula, de acordo com fontes europeias.
Essa posição está de acordo com as dúvidas generalizadas entre os participantes da cúpula de Paris sobre a disposição de Moscou em conter a agressão e chegar a um acordo com Kiev, explicaram essas fontes.
Costa também enfatizou que a UE continuará o trabalho com o fornecimento de dois milhões de cartuchos de munição, uma iniciativa avaliada em 5 bilhões e promovida pela Alta Representante para Política Externa, Kaja Kallas, depois que ela arquivou o plano de 40 bilhões em equipamentos militares para reforçar Kiev em 2025.
A UE conta com seus Estados membros para fornecer 17 bilhões em apoio militar este ano, de acordo com os compromissos anunciados pelos diferentes países do bloco. O plano da UE também inclui o fortalecimento do exército ucraniano a longo prazo, como o primeiro pilar das garantias de segurança da Ucrânia, um passo fundamental para isso é aumentar os gastos com defesa na Europa.
A nova reunião de líderes europeus convocada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, buscou avançar nas garantias de segurança para a Ucrânia, um contexto no qual ele anunciou uma missão franco-britânica e apontou para o envio de "forças de garantia" por "alguns Estados" em "certos pontos estratégicos da Ucrânia" assim que a paz for alcançada. Nem Von der Leyen nem Costa se manifestaram publicamente sobre essa iniciativa, que implicaria no envio de tropas para o local.
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