MADRID 28 fev. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou neste sábado como “muito preocupantes” os “acontecimentos” no Irã e, em uma mensagem em que não menciona explicitamente Israel e os Estados Unidos, pediu “máxima moderação” às partes, para garantir a segurança dos civis e o respeito ao Direito Internacional.
“Os acontecimentos no Irã são muito preocupantes. Continuamos em contato próximo com nossos parceiros na região. Reafirmamos nosso firme compromisso com a salvaguarda da segurança e da estabilidade regionais”, indicou a líder do Executivo europeu em uma mensagem nas redes sociais.
Perante a escalada total das tensões com o ataque maciço dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, Von der Leyen apelou “a todas as partes para que ajam com a máxima moderação”. Desta forma, pediu que “protejam a população civil e respeitem plenamente o direito internacional”.
Em relação à questão do programa nuclear iraniano, pretexto em que os Estados Unidos e Israel enquadram sua ofensiva, a conservadora alemã insistiu que “é de vital importância garantir a segurança nuclear e prevenir qualquer ação que possa agravar ainda mais as tensões ou minar o regime mundial de não proliferação”.
Em seguida, destacou as medidas tomadas pela União Europeia contra a República Islâmica com “amplias sanções em resposta às ações do regime assassino do Irã e da Guarda Revolucionária”, ao mesmo tempo em que defendeu os esforços diplomáticos destinados a abordar os programas nucleares e balísticos por meio de uma solução negociada, conversas que foram interrompidas com este novo ataque americano.
“Em estreita coordenação com os Estados-Membros da UE, tomaremos todas as medidas necessárias para garantir que os cidadãos da UE na região possam contar com o nosso total apoio”, indicou.
Neste sábado, Donald Trump cumpriu suas ameaças contra a República Islâmica após semanas de ameaças de intervenção militar pela repressão aos últimos protestos no Irã, posição que posteriormente mudou para enquadrar suas advertências com o programa nuclear iraniano, que Teerã afirma ter apenas fins pacíficos.
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