Publicado 27/04/2026 07:59

Von der Leyen considera prematuro suspender as sanções contra o Irã e pede, antes disso, "uma mudança fundamental" por parte de Teer

27 de abril de 2026, Berlim: Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, discursa antes do início da reunião de dois dias do comitê executivo do grupo parlamentar da CDU/CSU. Foto: Michael Kappeler/dpa
Michael Kappeler/dpa

BRUXELAS 27 abr. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, descartou, por enquanto, a possibilidade de a União Europeia suspender as sanções contra o Irã, argumentando que elas foram impostas devido às violações dos direitos humanos no país e que, antes disso, deveria ocorrer “uma mudança fundamental” em Teerã.

Foi o que ela afirmou nesta segunda-feira em declarações à imprensa, após participar em Berlim de uma reunião parlamentar do partido conservador alemão CDU/CSU, na qual relembrou a repressão contra as manifestações que ocorreram no país no início do ano.

“Acreditamos que suspender as sanções seria precipitado, pois há uma razão pela qual elas foram impostas: o comportamento do governo em relação à sua própria população”, explicou a política alemã do Partido Popular, lembrando que, no que vai do ano, Teerã “matou 17 mil jovens”.

Na sua opinião, trata-se de “repressão dos direitos humanos” e, em particular, dos direitos das mulheres no Irã, pelo que “primeiro” a União deve constatar “uma mudança fundamental no Irã” antes de propor o levantamento das sanções.

A União Europeia mantém atualmente sanções contra 263 pessoas e 53 entidades do Irã e recentemente designou a Guarda Revolucionária como uma organização terrorista. Além disso, na semana passada, os Vinte e Sete chegaram a um acordo político para estabelecer medidas restritivas contra os responsáveis pelo bloqueio do estreito de Ormuz.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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