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BRUXELAS 29 abr. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comparou as restrições impostas pela Rússia à internet e à livre comunicação de seus cidadãos a uma “Cortina de Ferro digital” e alertou que, apesar dos esforços de Moscou para tentar ocultar que as sanções da UE estão afetando o país, a história mostra que “todos os muros acabam caindo”.
Foi o que ela afirmou durante um discurso na sessão plenária do Parlamento Europeu, realizada nesta quarta-feira em Estrasburgo (França), na qual voltou a comemorar que, na semana passada, os Vinte e Sete tenham acordado — após dois meses de bloqueio da Hungria — a aprovação do empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia e o vigésimo pacote de sanções contra a Rússia.
“Na primavera, dissemos que concederíamos o empréstimo de 90 bilhões de euros, de uma forma ou de outra. Agora cumprimos essa promessa”, comemorou a chefe do Executivo comunitário, acrescentando que “enquanto a Rússia redobra sua agressão, a Europa redobra seu apoio à Ucrânia” e ao “corajoso povo ucraniano e às suas Forças Armadas”.
Nesse ponto, ela defendeu que as sanções da UE “estão, de fato, tendo um efeito contundente na economia russa”, com a inflação em alta e “taxas de juros disparadas”. Na sua opinião, as consequências “da guerra escolhida pela Rússia” estão sendo pagas do bolso do povo do seu país.
“Tanto é assim que o Kremlin responde como de costume, restringindo a Internet e a livre comunicação. Tanto é assim que os russos sentem que vivem novamente atrás de uma Cortina de Ferro, uma Cortina de Ferro digital”, prosseguiu ela em sua explicação.
Nesse contexto, Von der Leyen alertou que “se a história nos ensina alguma coisa” é que “todos os muros acabam caindo”, prevendo que os esforços de Moscou para ocultar de sua população as consequências da invasão da Ucrânia acabarão sendo em vão.
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