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BRUXELAS 12 jun. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manifestou o seu apoio ao trabalho da Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, num momento em que alguns países estão pedindo o desmantelamento do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE) e a devolução de suas competências aos Estados-membros e ao Executivo comunitário.
Ao ser questionada em uma coletiva de imprensa em Bruxelas sobre se Von der Leyen seria a favor de reformar o serviço diplomático da União, a porta-voz-chefe do Executivo de Ursula von der Leyen, Paula Pinho, manifestou o apoio da conservadora alemã ao “trabalho” de Kallas e de seu gabinete.
“O Serviço Europeu de Ação Externa faz parte das instituições que executam as políticas da UE e, portanto, a presidente lhe dá seu apoio, bem como ao trabalho que emana do Serviço de Ação Externa”, indicou a porta-voz comunitária.
Questionada sobre se Von der Leyen apoia a substituição da unanimidade pela maioria qualificada nas decisões de política externa da UE, Pinho lembrou que a chefe do Executivo comunitário já se manifestou anteriormente a favor de uma reforma “em determinados domínios onde ainda existe a unanimidade” para que um único Estado não possa vetar certas decisões.
“É algo sobre o qual a presidente já definiu sua posição”, acrescentou a porta-voz da Comissão, ressaltando que a opinião de Von der Leyen “deve ser entendida” no contexto de “decisões que simplesmente ficam bloqueadas” e nas quais a União Europeia é incapaz de avançar porque “continua a existir a possibilidade de veto” por parte de alguns Estados ou pequenos grupos de países.
As declarações da Comissão Europeia ocorrem depois que o jornal britânico ‘Financial Times’ informou que a França e a Alemanha estavam sondando a possibilidade de reformar o SEAE, com a opção de submeter suas funções integralmente à Comissão Europeia, transferi-las para o Conselho da UE (os Estados-Membros) ou até mesmo conceder mais poder à Alta Representante.
Kallas tem estado no centro das críticas nos últimos meses por sua ênfase marcante na resposta europeia à invasão russa da Ucrânia, enquanto alguns Estados-membros questionaram a falta de iniciativa em outros cenários, como o Oriente Médio, em pleno debate sobre o papel que o serviço diplomático da UE deve desempenhar.
Fontes diplomáticas apontaram à Europa Press, no entanto, que a tarefa da Alta Representante não é fácil, uma vez que às limitações decorrentes da exigência de fazer com que os 27 Estados-Membros adotem uma mesma posição se somam a repartição de competências entre as instituições europeias e o atual contexto internacional, marcado por um parceiro transatlântico, os Estados Unidos, com quem já não há o entendimento que costumava haver há alguns anos.
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