Publicado 05/08/2026 05:26

Vivas suspeita que ainda haja 6.000 migrantes ilegais em Ceuta e denuncia a “falta de recursos” nos números

Considera que o Marrocos não é um “país confiável” e põe em dúvida sua “colaboração” na crise migratória

Archivo - Arquivo - O presidente do Governo de Ceuta, Juan Jesús Vivas, dá uma entrevista coletiva após a reunião da XXVIII Conferência dos Presidentes, no Palau de Pedralbes, em Barcelona, em 6 de junho de 2025, em Barcelona, Catalunha (Espanha). Durante
Kike Rincón - Europa Press - Arquivo

MADRID, 5 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, afirmou acreditar que ainda há 6.000 migrantes em situação irregular vagando pela cidade autônoma desde a última quinta-feira, quando ocorreu a entrada em massa pela fronteira com o Marrocos, embora tenha denunciado que, com a imprecisão dos números, também ficou “evidente” a “notável falta de recursos” na gestão da crise migratória.

“Como é possível que ainda não saibamos o número de pessoas que estão em Ceuta? Como é possível que ainda não tenham sido identificadas as pessoas que estão aqui? Como é possível que ainda não tenham sido iniciados os respectivos processos de expulsão pela fronteira de Tarajal e nos termos do previsto na lei de estrangeiros?”, questionou Vivas em uma entrevista à ‘TVE’, divulgada pela Europa Press.

Para Vivas, “a constatação” de que não se conhecem os números exatos das pessoas que ainda vagam pela cidade é uma prova de que não estão “sendo empregados os meios adequados para lidar com essa situação de crise”.

Conforme explicou, a cidade sofreu o “impacto social” da entrada em massa de “80 mil pessoas”, ao contrário dos dados apresentados nesta terça-feira pelo ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, que estimava em 70.000 o número de migrantes que já haviam retornado e em 2.000 aqueles que ainda permaneciam na cidade.

CENTROS A 2.600% ACIMA DE SUA CAPACIDADE

Quanto aos menores migrantes, Vivas destacou que estavam atendendo cerca de 750 nos centros da cidade até a chegada em massa da última quinta-feira, cujo número subiu para 1.100, “2.600% acima da capacidade”. “É uma situação absolutamente insustentável”, reforçou.

Nesse contexto, Vivas colocou em dúvida a colaboração de Marrocos na crise migratória. “Acredito que essa colaboração não tenha ocorrido. Mais ainda, acredito que Marrocos não seja um país confiável”, concluiu, acrescentando em seguida que a fronteira e a segurança espanhola foram violadas e estão nas mãos “de um país terceiro que não reconhece a soberania de Ceuta”.

Assim, ele também duvidou, contrariando a versão do governo, de que a entrada em massa de migrantes vindos de Marrocos tenha sido promovida apenas nas redes sociais e por meio de máfias. “Alguém pode acreditar que é possível mobilizar 80 mil pessoas sem que as autoridades locais — refiro-me às de Marrocos — percebam? Isso é possível? A verdade é que o bom senso indica que não é possível”, acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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