Andrea Verdejo - Europa Press - Arquivo
MADRID/CEUTA 17 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, anunciou que levará ao Poder Judiciário a situação pela qual passa a cidade autônoma após a entrada em massa de cerca de 70 mil imigrantes vindos de Marrocos nos dias 30 e 31 de julho, e indicará aos presidentes do Supremo Tribunal e do Tribunal Constitucional que “Ceuta está em perigo”.
Foi o que comunicou o dirigente de Ceuta em uma coletiva de imprensa após o Conselho de Governo extraordinário realizado na cidade autônoma. Na coletiva, Vivas reiterou que Ceuta não vai “se render” e que o Governo da Cidade continuará exigindo que o Executivo, liderado pelo presidente Pedro Sánchez, “cumpra suas obrigações” e aja com “firme determinação”.
“Tenho a intenção de transmitir a situação simplesmente para que a presidente do Supremo Tribunal e o presidente do Tribunal Constitucional tomem conhecimento dela, caso queiram me receber. Apenas para dizer: ‘Olha, Ceuta está em perigo’”, afirmou Vivas.
Nesse sentido, o presidente explicou que a intenção de transmitir essa mensagem aos presidentes de ambos os tribunais é que eles “simplesmente” tomem conhecimento da situação, mas sem tentar “interferir na independência do Poder Judiciário”.
Além disso, o presidente da cidade defendeu que também recorrerão a outras instâncias do Estado — como as Cortes Gerais, as Comunidades Autônomas ou a Federação de Municípios e Províncias, bem como a organizações empresariais e sindicatos — porque têm “a obrigação de fazê-lo”.
“O Estado possui três poderes. Há um Poder Executivo, que é o Governo, e já sabemos como ele está agindo; há um Poder Legislativo, que são as Cortes Gerais, às quais devemos recorrer; e há um Poder Judiciário, que atua de forma independente, mas que também é um poder do Estado”, insistiu.
Conforme indicou o líder do Partido Popular, o Governo “dispõe de meios e capacidades suficientes” para que Ceuta “volte à normalidade em um prazo não superior a trinta dias” e para garantir que “todas as pessoas adultas que entraram nos dias 30 e 31 de julho sejam devolvidas ao Marrocos”.
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