Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 7 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, afirmou nesta segunda-feira estar convencido de que o Marrocos “está por trás do golpe” sofrido pela cidade autônoma no final de julho, com a entrada em massa de 80 mil migrantes em situação irregular, e exigiu que o presidente do Governo, Pedro Sánchez, estabeleça “uma data para o retorno à normalidade”.
“Ceuta é uma panela de pressão que a qualquer momento pode explodir. Ceuta está em uma situação limite e não pode continuar aguentando”, declarou Vivas em um café da manhã informativo organizado pelo Nueva Economía Fórum em Madri, que contou com a presença do líder do PP, Alberto Núñez Feijóo.
Vivas destacou que é “inevitável” que, diante das “consequências tão graves” e “quase devastadoras” desde a onda de imigrantes, “a gente se pergunte quem está por trás do golpe”. “E vou me arriscar, vou me posicionar com base nas evidências e nas convicções. Estou convencido de que, por trás do golpe, está o Marrocos”, afirmou.
Em seguida, ele pediu que fossem disponibilizados “os meios necessários para que Ceuta retorne à normalidade o mais rápido possível e que, além disso, seja definida uma data para esse retorno à normalidade, mesmo que seja apenas orientativa”.
Além disso, Vivas garantiu que, conhecendo como conhece “a qualidade e o profissionalismo dos funcionários do Serviço de Inteligência da Espanha”, presume que os funcionários do Serviço de Inteligência da Espanha “informaram até mesmo a data em que a invasão iria ocorrer, até o dia em que a invasão iria ocorrer”.
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