Alberto Ortega - Europa Press - Arquivo
MADRID 15 ago. (EUROPA PRESS) -
A ativista russa Yulia Navalnaya, viúva de Alexei Navalni, propôs aos presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin, respectivamente, que concordem com uma nova troca de prisioneiros em sua reunião desta sexta-feira no Alasca, já que, em sua opinião, essa é a única maneira de garantir um pacto "irreversível", que "não desaparecerá no dia seguinte devido a uma mudança nas prioridades geopolíticas".
Navalnaya questionou a confiabilidade de Putin "após anos de esperanças frustradas e promessas não cumpridas", alertando que os poucos gestos que ele fez em relação ao conflito na Ucrânia, como as "breves" tréguas, não serviram para quebrar o "ciclo" de violência.
"Não sabemos o que vai acontecer depois das conversações (de sexta-feira). Talvez os resultados façam diferença, talvez sejam esquecidos em uma semana, mas há uma maneira de garantir que essa cúpula entre para a história", acrescentou, em um vídeo no qual pediu "uma nova rodada de trocas de prisioneiros".
Nesse sentido, ele destacou que esse "cara a cara" entre Trump e Putin representa "uma oportunidade valiosa", já que, como ele disse, "as listas já estão preparadas". Do lado russo, ele pediu a libertação de ativistas e jornalistas, bem como de qualquer pessoa condenada por se opor publicamente à invasão que começou em fevereiro de 2022.
"Afinal, se você está negociando o fim da guerra, como pode haver pessoas atrás das grades por pedirem exatamente a mesma coisa?", disse Navalnaya, que lembrou sua própria experiência de vida para questionar o respeito de Moscou pelos direitos humanos.
Alexei Navalni, um símbolo da dissidência contra Putin, morreu em fevereiro de 2024 enquanto cumpria sua pena em uma prisão no Ártico.
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