Publicado 13/04/2026 05:21

Vítimas de outros acidentes se juntarão à Associação de Adamuz na manifestação em frente ao Congresso

Imagens da marcha organizada pela Associação das Vítimas do Descarrilamento de Adamuz, em seu trajeto da estação ferroviária até a Praça das Monjas.  20 de março de 2026, em Huelva, Espanha. A Associação das Vítimas do Descarrilamento de Adamuz organizou
Rocío Ruz - Europa Press

HUELVA 13 abr. (EUROPA PRESS) -

A Associação das Vítimas do Descarrilamento de Adamuz convocou para esta quarta-feira, 15 de abril, uma manifestação em frente ao Congresso dos Deputados, em Madri, à qual se juntarão vítimas de outros graves acidentes ferroviários, como os de Angrois e Bejís.

Conforme indicado pela entidade em um comunicado à imprensa, a associação convocou a população, pela segunda vez, após a manifestação em Huelva em 20 de março, para participar de uma manifestação que ocorrerá na próxima quarta-feira, 15 de abril, às 9h, em frente ao Congresso dos Deputados, em Madri.

Além disso, em frente ao hemiciclo será lido um manifesto, embora a associação tenha explicado que já havia enviado uma carta à Mesa do Congresso, solicitando sua leitura na sede parlamentar.

Esta mobilização tem como objetivo continuar prestando homenagem e “manter viva a memória das vítimas” do descarrilamento ocorrido em Adamuz em 18 de janeiro, que resultou em 46 mortos, além de centenas de feridos. Também será demonstrada a “firme exigência de que toda a verdade sobre o ocorrido seja revelada e que as vítimas sejam atendidas de forma eficaz e digna”.

“As famílias e os afetados continuamos reivindicando, após meses de questionamentos, transparência, responsabilização e garantias de que um acidente dessas características não se repita”, afirmaram.

Dessa forma, a entidade destacou que a manifestação será um ato “pacífico, aberto a todos os cidadãos, associações e coletivos que desejem se unir a esta causa”, que não é apenas sua, “mas de toda a sociedade”. “A segurança ferroviária é uma questão que afeta diretamente milhares de cidadãos que utilizam o trem todos os dias. Reafirmamos que esta convocação não responde a interesses políticos nem a calendários eleitorais”, acrescentaram.

“Exigir a verdade e responsabilidades não pode ser interpretado como uma ação partidária, mas como um direito legítimo das vítimas e da sociedade”, destacaram.

Além disso, nesta ocasião, juntar-se-ão vítimas de outros graves acidentes ferroviários no nosso país, Angrois e Bejís, que “partilham tragédias que marcaram as suas vidas e as das suas famílias”. “Da Associação, voltamos a fazer um apelo à participação ativa e solidária dos cidadãos. O apoio de todos é fundamental para reforçar nosso pedido de justiça, verdade e melhorias reais na segurança do transporte ferroviário. Continuaremos reivindicando respeito, a verdade e nossos direitos para as vítimas”, concluíram.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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