Ilia Yefimovich/dpa - Arquivo
Cerca de 200 pessoas foram mortas em confrontos entre gangues criminosas desde o início do ano.
MADRID, 5 out. (EUROPA PRESS) -
Cerca de 200 membros da comunidade árabe israelense morreram em incidentes violentos, em sua maioria relacionados às atividades de clãs mafiosos, desde o início do ano de 2025, que está a caminho de ser o mais sangrento desde que as estatísticas nessa área começaram a ser feitas.
A ONG Iniciativas de Abraão, especializada em monitorar a violência nessa comunidade, calcula o número de mortos em 194, sendo os dois últimos um homem de 50 anos morto a tiros na Baixa Galileia e um homem de 21 anos na cidade beduína de Rahat, no sul do país.
Esses totais são atualmente 9% mais altos do que o pico do ano passado. Seis assassinatos foram registrados somente desde o início de outubro.
Em 20 de abril, o comissário-chefe da polícia de Israel, Daniel Levy, falou abertamente sobre essa situação, que se tornou um "monstro" social resultante da pobreza endêmica dessas comunidades e da atividade de gangues criminosas. A guerra de Gaza e o surgimento do "ultra" Itamar Ben Gvir como ministro da segurança agravaram ainda mais a situação.
Durante o primeiro ano de Ben Gvir no cargo, em 2023, as taxas de homicídio na comunidade árabe atingiram o nível mais alto desde o início das estatísticas, quase o dobro do ano anterior. O ministro supremacista desmantelou um programa conjunto elaborado por seu antecessor, Omer Barlev, e líderes municipais árabes para combater o crime na comunidade árabe.
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