Publicado 19/05/2026 07:04

Vilaplana afirma não saber por que foi intimada pelo Congresso, nega ter sofrido pressões do PP e remete-se ao que disse à juíza do

A jornalista Maribel Vilaplana na comissão de inquérito sobre a tempestade do Congresso dos Deputados
EUROPA PRESS - MARTA FERNÁNDEZ JARA

MADRID 19 maio (EUROPA PRESS) -

A jornalista Maribel Vilaplana, que almoçou e conversou com o então presidente da Generalitat, Carlos Mazón, no dia da tragédia da tempestade, afirmou nesta terça-feira não saber por que foi convocada ao Congresso para prestar depoimento sobre o que aconteceu em 29 de outubro de 2024, explicou que não sofreu pressões por parte do PP e que não se sentiu utilizada pelo governo valenciano. “Não estou sendo coagida, apontada nem ameaçada”, disse ela.

No entanto, no início de sua audiência perante a comissão do Congresso que investiga a catástrofe que deixou 230 mortos na província de Valência, ela deixou claro que não tem “nada de novo a acrescentar” em relação ao que já disse no tribunal de Catarroja, declaração à qual se referiu em todos os momentos.

Respondendo em valenciano à deputada do Compromís, Águeda Micó, ela destacou que comparece ao Congresso “livre” e assumindo sua “responsabilidade”, mas que não poderia contar nada de novo. “Não sei de mais nada, por mais que se possa especular, é isso que há, não há mais nada”, argumentou, lembrando que, em seu depoimento, respondeu a todas as perguntas de todas as partes.

“Assumi minha responsabilidade, compareci a um tribunal e cumpri meu dever. Colaborei em tudo, contribui com tudo o que sabia e mais, e não fiquei por aí a dar voltas”, acrescentou a jornalista, após demonstrar seu respeito pelo trabalho dos comissários, mas adiantando que não poderia fornecer novos dados e que as dúvidas sobre o comportamento de Mazón naquele dia deveriam ser dirigidas a ele.

NÃO INTERFERIR NA INSTRUÇÃO

Ela invocou a “prudência” e a “responsabilidade” para não “interferir” em um processo judicial que é “extremamente complexo” e que, do seu ponto de vista, é “absolutamente necessário” para esclarecer o que aconteceu.

No entanto, aproveitou para ressaltar que “não é nada agradável” ser intimada por uma comissão de investigação, que passou por um “ano e meio extremamente difícil” e que só quer que tudo “acabe”. Ela também manifestou seu desejo de que tudo o que aconteceu em 29 de outubro de 2024 seja esclarecido e valorizou a investigação judicial, no âmbito da qual, segundo ela, respondeu a questões pelas quais nem sequer havia sido intimada.

Nesse contexto, ela quis deixar claro que não mudou de posição. “É que os fatos não mudaram. Há uma versão que é a que eu posso apresentar; não posso falar em nome de outro senhor; esta é uma comissão de investigação política e eu não tenho nenhuma responsabilidade política", sublinhou, quando questionada sobre Mazón.

“Não sei o que estou fazendo aqui”, chegou a dizer Vilaplana, ressaltando que não podia “responder a nada” porque a investigação “diz respeito a cargos políticos com responsabilidade em emergências”. “Chegou a um ponto em que já sei quando meu nome aparece para contar algo e sei quando meu nome aparece para encobrir algo”, comentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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