Europa Press/Contacto/Volodymyr Tarasov
O juiz fixa fiança de cerca de 2,72 milhões de euros para Yermak, que reitera que “não tem nada a esconder”
MADRID, 14 maio (EUROPA PRESS TELEVISÃO) -
Um tribunal anticorrupção da Ucrânia ordenou nesta quinta-feira a prisão de Andri Yermak, ex-chefe do gabinete presidencial e “braço direito” do presidente Volodimir Zelenski, sob a acusação de lavagem de dinheiro, em um novo caso que abala a cúpula ucraniana em meio à invasão desencadeada pela Rússia em fevereiro de 2022.
O juiz Viktor Nogachevski, do Supremo Tribunal Anticorrupção, fixou uma fiança de 140 milhões de grivnas (cerca de 2,72 milhões de euros) para uma possível libertação de Yermak, que negou as acusações, enquanto se aguarda a realização do julgamento contra ele, com um período inicial de detenção de 60 dias enquanto as investigações continuam.
Caso Yermak consiga pagar a fiança, estará sujeito a diversas restrições, entre elas comparecer caso seja intimado, notificar qualquer mudança de endereço, não deixar Kiev sem permissão das autoridades, entregar seu passaporte e usar uma tornozeleira eletrônica, conforme informou a agência de notícias ucraniana Ukrinform.
Além disso, neste caso, ele deverá evitar qualquer comunicação com outros suspeitos no processo, entre os quais figuram o ex-vice-primeiro-ministro Oleksi Chernishov e o empresário Timur Mindich, bem como com as testemunhas.
Yermak afirmou após a audiência que “não possui essa quantia”, embora tenha adiantado que espera que alguns conhecidos o ajudem a reunir essa soma. “Não tenho nada a esconder. Acredito que meu advogado de defesa e outros advogados irão recorrer. Utilizaremos todos os meios legais para buscar justiça e a verdade”, enfatizou.
Nesse sentido, ele enfatizou que o caso “é absolutamente vazio” e acrescentou que o que aconteceu durante as investigações “ocorreu sob pressão”, sem apontar diretamente para ninguém, conforme relatado pela agência de notícias UNIAN. “Sou uma pessoa suficientemente forte”, destacou, defendendo sua inocência.
A audiência ocorreu depois que a agência anticorrupção da Ucrânia (NABU) e seu Ministério Público adjunto (SAPO) incluíram novamente Yermak em suas investigações na terça-feira, desta vez no âmbito de um caso relacionado à lavagem de 460 milhões de hryvnias (cerca de 8,9 milhões de euros) por meio da construção de residências de luxo nos arredores de Kiev.
Ambos os órgãos suspeitam que Yermak faria parte de um grupo organizado, do qual também fariam parte Chernishov e várias outras pessoas, entre elas Mindich, um empresário envolvido na chamada operação “Midas”, relacionada a subornos em grande escala no setor energético e que acelerou a demissão do assessor de Zelenski.
A NABU informou que cinco dos sete suspeitos foram detidos no âmbito do caso da operação “Dinastia”. A prisão dos outros dois não foi possível por se encontrarem fora do país; é o caso de Timur Mindich, líder do caso “Midas” e coproprietário da Kvartal 95, a produtora fundada junto com Zelenski em sua fase de comediante, antes de se tornar presidente da Ucrânia.
IMAGENS DISPONÍVEIS NA EUROPA PRESS TELEVISÃO
URL DE DOWNLOAD:
https://www.europapress.tv/internacional/1086977/1/tribunal-...
TELEFONE DE CONTATO 91 345 44 06
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático