Publicado 17/03/2026 12:59

VÍDEO: Sheinbaum vê nas palavras do rei “um gesto de aproximação”, mas “não é tudo o que gostaríamos”

25 de fevereiro de 2026, México, Cidade do México: A presidente do México, Claudia Sheinbaum, dá uma entrevista coletiva sobre a reforma da lei eleitoral que será encaminhada ao Congresso para discussão e posterior aprovação. Foto: Carlos Santiago/eyepix
Carlos Santiago/eyepix via ZUMA / DPA

A presidente mexicana aposta em continuar trabalhando pelo reconhecimento das "grandes civilizações" que existiam na América

MADRID, 17 mar. (EUROPA PRESS TELEVISÃO) -

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, reconheceu o “gesto de aproximação” feito pelo rei Felipe VI ao admitir que houve “muitos abusos” durante a Conquista da América pelos espanhóis, mas admitiu que não foi tudo o que ela gostaria de ter ouvido, apostando em continuar avançando nesse processo por meio do diálogo.

“É um gesto de aproximação do rei que reconhecemos”, disse Sheinbaum durante sua coletiva de imprensa diária ao ser questionada sobre as declarações do monarca durante a visita que realizou na véspera à exposição “A metade do mundo. A mulher no México indígena", no Museu Arqueológico Nacional (MAN).

"Não foi tudo o que gostaríamos, mas a verdade é que é um gesto de aproximação" no sentido do que vinha reivindicando o ex-presidente, Andrés Manuel López Obrador, em sua carta ao rei de 2019 sobre o “reconhecimento dos excessos e extermínios ocorridos durante a chegada dos espanhóis”, avaliou a mandatária mexicana, que reconheceu que houve “um esfriamento nas relações” com a Espanha diante da falta de resposta.

“Acho que é preciso reconhecer isso e continuar avançando no diálogo”, acrescentou, sem querer dar por encerrada completamente a disputa nem confirmar se, com esse gesto, estaria disposta a convidar o monarca para visitar o México. “Bem, vamos ver, mas é preciso reconhecer o gesto”, insistiu.

CRÍTICAS DA DIREITA ESPANHOLA

Nesse sentido, ela se referiu à “quantidade de críticas” que Felipe VI recebeu “da chamada direita espanhola” e denunciou que “existe essa ideia, sobretudo na direita espanhola, de que eles chegaram para civilizar os índios, que os índios do México eram, afinal, uns bárbaros”, lembrando os “grandes massacres” cometidos.

Quando os espanhóis chegaram ao que se chamava de Nova Espanha, argumentou ele, “era o território de grandes civilizações”. “Aqui havia civilizações extraordinárias, que são a essência do que somos nós, mexicanos”, acrescentou, ressaltando que, por exemplo, “os maias inventaram o zero”.

Assim sendo, após reconhecer novamente o gesto de Felipe VI de visitar a exposição e sua declaração, “é preciso continuar trabalhando nesse processo de reconhecimento das grandes civilizações que existiam na Mesoamérica e em outros lugares da América Latina”.

AS PALAVRAS DO REI

Felipe VI reconheceu que houve “muitos abusos” durante a Conquista, apesar das Leis das Índias adotadas pelos Reis Católicos para proteger a população indígena. Há coisas que, quando estudadas e vistas com “nosso critério atual, com nossos valores, obviamente não podem nos deixar orgulhosos”, comentou na presença do embaixador mexicano em Madri, Quirino Ordaz, que o acompanhou na visita.

O monarca lembrou que “os próprios Reis Católicos, a Rainha Isabel, com suas diretrizes, as Leis das Índias”, demonstraram um “desejo de proteção que, posteriormente, a realidade fez com que não fosse cumprido como se pretendia, e houve muitos abusos”.

Esta foi a primeira vez que o rei se pronunciou sobre essa questão, apesar dos repetidos apelos que López Obrador vinha fazendo nos últimos anos para que houvesse um pedido de desculpas por parte da Coroa pelos “agravios” cometidos durante a Conquista.

De fato, a falta de resposta à carta que o presidente enviou a Felipe VI em março de 2019 nesse sentido foi a razão alegada por Sheinbaum para não convidar o rei para sua posse em outubro de 2024.

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