Publicado 04/06/2026 13:22

VÍDEO: O PP pede a renúncia da diretora da Guarda Civil e de Marlaska após o “caso Leire”: “É um crime de Estado”

Archivo - Arquivo - A vice-secretária de Coordenação Setorial do PP, Alma Ezcurra, dá uma entrevista coletiva na sede nacional do Partido Popular, em 22 de setembro de 2025, em Madri (Espanha).
Fernando Sánchez - Europa Press - Arquivo

MADRID 4 jun. (EUROPA PRESS TELEVISÃO) -

A vice-secretária de Coordenação Setorial do PP, Alma Ezcurra, pediu nesta quinta-feira a renúncia da diretora da Guarda Civil, Mercedes González, e do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, após as revelações do “caso Leire” que, em sua opinião, refletem a existência de uma “criminalidade de Estado”.

“Todos têm que sair, começando pela diretora da Guarda Civil e terminando pelo presidente do Governo, passando pelo ministro do Interior. A Espanha já não precisa de mais explicações, precisa de urnas para iniciar o mais rápido possível a reconstrução nacional”, declarou Ezcurra em uma coletiva de imprensa na sede nacional do PP.

Ela se pronunciou assim depois que um relatório da Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil, incorporado ao inquérito do “caso Leire”, tenha indicado que a ex-militante socialista Leire Díez manteve encontros com a diretora da Guarda Civil para que esta “iniciasse ações administrativas” contra os próprios agentes investigadores.

MERCEDES GONZÁLEZ “TÁ DEMORANDO PARA SAIR”

Ezcurra disse não saber se “todo o PSOE é como Pedro Sánchez”, mas afirmou saber que “nem toda a Guarda Civil é como sua diretora-geral ou como seu DAO”, declarou. Na sequência do inquérito, também se soube que o chefe da UCO até 2025 revelou ter sofrido pressões para “ficar de fora” da investigação sobre o irmão de Sánchez, e aponta-se para uma reunião da qual também participou o DAO, o tenente-general Manuel Llamas.

“Portanto, a diretora da Guarda Civil está demorando a sair, está demorando a sair por tentar destruir seus próprios colegas”, proclamou Ezcurra, que destacou que o ministro do Interior “também tem que sair porque transformou seu departamento no epicentro da cloaca”.

A vice-secretária de Coordenação Setorial do PP afirmou que considera “muito triste que alguém que um dia foi juiz”, como Marlaska, “hoje esteja endossando ataques tão brutais contra investigações judiciais”.

Ezcurra afirmou que não estão falando de “uma trama isolada no Ministério dos Transportes nem de uma trama de pilhagem em Ferraz”, mas sim de “delito de Estado”. Em sua opinião, trata-se de “um poder que confundiu o Governo com o partido” e “o partido com a família”, “a família com o Estado e o Estado com Pedro Sánchez”. “Todas as conspirações convergem para o mesmo ponto e todas apontam para uma única pessoa, o Um, o One”, concluiu, em alusão a Pedro Sánchez.

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