Trump exige a rendição do Exército e convoca a população a protagonizar um esforço final para derrubar o clero MADRID 28 fev. (EUROPA PRESS TELEVISIÓN) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado o início de “uma grande operação de combate”, com a colaboração de Israel, contra as principais instituições do Irã para “proteger o povo americano através da eliminação da ameaça que representa o regime iraniano” e, em última instância, derrubar as autoridades do país e desativar suas forças de segurança.
Trump deixou bem claro em seu discurso o duplo objetivo da operação: a rendição total e absoluta do Exército e da Polícia iraniana, a quem prometeu anistia, e forçar a revolta definitiva da população contra o clero. “Ao povo iraniano, digo que a hora da sua liberdade está ao seu alcance”, afirmou Trump, sobre um ataque que representará “a única oportunidade” que terão “durante gerações” para derrubar as autoridades iranianas. “Tomem as rédeas do seu destino e desencadeiem o futuro próspero e glorioso que está ao seu alcance. Este é o momento de agir”, reforçou. Trump dirigiu-se em termos muito mais duros às forças de segurança: “Aos membros da Guarda Revolucionária Islâmica, às forças armadas e a toda a polícia, digo esta noite que devem depor as armas. Serão tratados com justiça e com total imunidade ou enfrentarão uma morte certa”.
Em uma mensagem nas redes sociais, o Pentágono batizou a operação contra o Irã de “Fúria Épica”, embora a mídia israelense indique que o ataque é conhecido no país como “Rugido do Leão”, o que seria a continuação semântica da operação contra instalações nucleares no Irã em junho passado, que o Exército israelense batizou de “Leão Rampante”.
EXPLOSÕES EM TEERÃ Mídia semioficial iraniana, como a agência Tasnim, confirmou explosões na capital, Teerã, especificamente no bairro de Pasteur, onde fica o complexo de alta segurança que abriga a residência e o escritório do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. A agência de notícias Fars estima que pelo menos sete mísseis atingiram a zona, sem mais detalhes por enquanto. Um porta-voz da Autoridade Civil de Aviação do Irã confirmou o fechamento do espaço aéreo iraniano em meio aos ataques lançados pelos Estados Unidos e Israel. Em declarações à agência IRNA, Majid Ajavan indicou que o fechamento será por um período de seis horas.
O canal 12 da televisão israelense informou, citando fontes de segurança, que os ataques contra o Irã também atingiram instalações dos ministérios da Defesa e Inteligência do país, acompanhados de ataques cibernéticos que derrubaram, entre outros alvos, o site da agência oficial de notícias IRNA. De acordo com o portal NetBlocks, especializado no acompanhamento do acesso à Internet em conflitos armados, a conexão nacional está agora em 54% dos níveis normais.
O primeiro anúncio veio do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que informou na manhã deste sábado sobre um “ataque preventivo para eliminar as ameaças ao Estado de Israel”, antes de declarar “estado de emergência especial” em todo o país, de acordo com um comunicado emitido pelo Ministério da Defesa de Israel.
As Forças de Defesa de Israel ativaram os alarmes em todo o país para alertar a população a permanecer perto dos abrigos antiaéreos diante de uma possível resposta do Irã. “Como resultado, são esperados ataques com mísseis e aeronaves não tripuladas contra Israel e sua população civil no futuro próximo”, diz a nota do Ministério hebraico.
“Este é um alerta proativo para preparar o público para a possibilidade de lançamento de mísseis contra o Estado de Israel”, explicou o Exército hebraico em uma publicação nas redes sociais, na qual anunciou que, a partir das 8h (hora local), “serão feitas mudanças imediatas nas Diretrizes do Comando da Frente Interna”, incluindo a “proibição de atividades educacionais, reuniões e locais de trabalho, exceto os setores essenciais”. Além disso, o Ministério dos Transportes israelense anunciou o cancelamento de todos os voos e o fechamento de seu espaço aéreo, de acordo com o jornal Times of Israel (TOI). Paralelamente, as autoridades hebraicas solicitaram à população que não se dirija aos aeroportos “até novo aviso” e instaram aqueles que se encontram no exterior a se manterem informados sobre a situação através dos canais oficiais. O espaço aéreo, acrescentaram, será reaberto quando as condições de segurança o permitirem e será emitido um aviso com 24 horas de antecedência.
RESPOSTA IRANIANA O Irã respondeu ao ataque maciço com mísseis dirigidos não apenas contra o território israelense, mas também contra posições militares americanas em suas bases na região, especificamente em Bahrein, Catar, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, que confirmaram uma morte causada pelos destroços de um míssil interceptado.
A agência de notícias semioficial iraniana Fars informa sobre ataques contra a Quinta Frota dos Estados Unidos em Bahrein, a base aérea de Al Udeid no Catar, a base aérea de Al Salem no Kuwait e a base aérea de Al Dhafra nos Emirados Árabes Unidos. A Guarda Revolucionária iraniana informou que 200 militares americanos morreram ou ficaram feridos nesses ataques, informação que não foi confirmada por Washington. “Um centro de serviços da Quinta Frota foi alvo de um ataque com mísseis”, informou a agência oficial de notícias do Bahrein, BNA, em um comunicado. “Exortamos o público a seguir as instruções emitidas pelas autoridades oficiais e a obter informações de fontes oficiais”, acrescentou. Além disso, pelo menos quatro pessoas morreram no sul da Síria como consequência do impacto de um míssil iraniano na zona industrial da cidade de Sueida, na província de mesmo nome, no âmbito dos confrontos desencadeados pelo ataque americano e israelense contra a República Islâmica.
Por outro lado, as Forças de Mobilização Popular (FMP), a principal coalizão de milícias pró-iranianas do Iraque, denunciou duas mortes em um ataque aéreo contra uma de suas posições a sudoeste de Bagdá. O ataque ocorreu por volta das 11h50 deste sábado (9h50 na Espanha peninsular e nas Ilhas Baleares) na zona de Jurf al Nasr, ao norte da província de Babilônia, causando a morte de pelo menos duas pessoas e ferindo outras três. UM ATAQUE À CÚPULA
O Exército israelense confirmou que entre seus principais alvos está a cúpula da liderança iraniana, começando por Jamenei e o presidente Masud Pezeshkian. Os alvos, precisou o Exército, incluíam locais onde se reuniam “representantes de alto escalão da cúpula política e de segurança do Irã”.
Os militares explicaram que a decisão de atacar pela manhã e não à noite foi deliberada e que Israel, pela segunda vez, conseguiu “a surpresa tática, apesar dos preparativos exaustivos iranianos”, localizando com precisão os comandantes e altos líderes.
Relatórios iranianos de Teerã sugerem, por enquanto e na ausência de confirmação oficial, que todos eles continuam vivos após os ataques. IMAGENS DISPONÍVEIS NA EUROPA PRESS TELEVISÃO
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