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A Autoridade Palestina denuncia que a decisão representa a anexação "de facto" de grande parte da Cisjordânia MADRID 15 fev. (EUROPA PRESS TELEVISÃO) -
O governo israelense aprovou neste domingo uma proposta para registrar amplas áreas da Cisjordânia como “propriedade do Estado” pela primeira vez desde o início da ocupação em 1967, conforme informou a emissora pública israelense KAN, o que implica, segundo as autoridades palestinas, a anexação “de fato” de grande parte desse território.
A iniciativa foi apresentada pelo ministro das Finanças e líder ultranacionalista Bezalel Smotrich, pelo ministro da Justiça, Yariv Levin, e pelo ministro da Defesa, Israel Katz, com a intenção de regular as explorações agrícolas e esclarecer o status das áreas ocupadas na Cisjordânia, um processo burocrático cuja complexidade levou Israel a abandoná-lo há décadas.
De acordo com informações da rede israelense, a decisão foi tomada em retaliação aos “procedimentos de colonização ilegais que a Autoridade Palestina está promovendo na Zona C” da Cisjordânia, sob controle administrativo e de segurança exclusivo de Israel.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, confirmou pouco depois a aprovação desta “importante medida de segurança e administrativa destinada a garantir o controle total, a aplicação da lei e a liberdade de ação do Estado de Israel na zona”, segundo o canal de televisão israelense N12.
Smotrich, por sua vez, comemorou a continuação da “revolução na política de assentamentos e controle sobre todo o nosso país”. A AP DENUNCIA A DECISÃO COMO A ANEXAÇÃO 'DE FACTO' DA CISJORDÂNIA
O governo palestino já reagiu contra essa decisão por meio do presidente Mahmud Abbas, que denunciou o que constitui, em sua opinião, “uma anexação 'de facto' do território palestino ocupado”.
“É uma ameaça à segurança e à estabilidade, uma escalada perigosa e uma violação flagrante do direito internacional e das resoluções de legitimidade internacional”, condenou a Presidência em um comunicado divulgado pela agência oficial de notícias WAFA.
“Essas medidas unilaterais não conferirão qualquer legitimidade à ocupação do território do Estado da Palestina e não alterarão o fato jurídico e histórico de que a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza, é território palestino ocupado de acordo com o direito internacional e a legitimidade internacional”, conclui. IMAGENS DISPONÍVEIS NA EUROPA PRESS TELEVISIÓN
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