Publicado 01/09/2025 10:34

VÍDEO: A Flotilha Global Sumud alega que Israel os trata como terroristas para "justificar seus crimes

Saif Abukeshek, coordenador da Global Sumud Flotilla, durante uma coletiva de imprensa antes da despedida da Global Sunat Flotilla no Porto de Barcelona, em 31 de agosto de 2025, em Barcelona, Catalunha, Espanha. A Flotilha Global Sumud parte de
Kike Rincón - Europa Press

A flotilha está "prestes a partir" depois de retornar a Barcelona devido ao mau tempo no mar.

BARCELONA, 1 set. (EUROPA PRESS TELEVISION) -

Um dos coordenadores da Flotilha Global Sumud, o ativista Saif Abukeshek, afirmou que Israel os trata como terroristas "para justificar seus crimes".

Ele fez essa declaração na segunda-feira, depois que o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, apresentou uma proposta ao governo para endurecer a resposta à chegada da flotilha e que envolve a classificação dos ativistas a bordo como "terroristas".

"Israel rotula todos os palestinos como terroristas, tenham eles um dia de vida ou 100 anos de idade. Em outras palavras, essa política israelense é usada para justificar os crimes que eles querem cometer", enfatizou Abukeshek.

O coordenador da missão garantiu que tudo o que eles fazem é legal e todo o material que chega também é legal, e detalhou que todas as pessoas que embarcaram assinaram princípios e receberam treinamento sobre não-violência.

O ativista enfatizou que o objetivo deles é chegar às praias de Gaza sem entrar em águas israelenses, mas através de águas internacionais.

"PIRATAS NO MAR".

Ele acusou Israel de agir "como piratas no mar" e interceptar navios que estão em águas internacionais, sequestrar as pessoas que estão dentro deles e detê-las ilegalmente, textualmente.

Abukeshek conclamou a comunidade internacional a estar ciente do que Israel está fazendo: "O que está acontecendo são crimes de guerra, sem nenhum envolvimento oficial dos governos do mundo para impedir que o genocídio continue", acrescentando que isso obriga a sociedade civil a tentar romper esse bloqueio e acabar com o genocídio.

"Israel age dessa forma, literalmente faz o que quer, e enquanto não tem ninguém no mundo para lhe dizer: ei, você não pode matar crianças, não pode deixar crianças morrerem de fome", enfatizou.

PARTIDA DA FLOTILHA

Abukeshek garantiu que a flotilha está "prestes a partir", depois de ter sido obrigada a retornar ao porto de Barcelona, de onde saiu no domingo por volta das 16h, devido ao mau tempo no mar.

"Abastecemos com gasolina, acho que nos falta uma ou duas, para que possamos encher os tanques", disse o coordenador da flotilha, que explicou que os especialistas lhes disseram que, se chegassem a Menorca como planejado, encontrariam uma forte tempestade.

Ele afirmou que nesta segunda-feira há vento, mas agora é favorável, ao contrário do que aconteceu no domingo, quando o vento estava contra eles, o que poderia ter prejudicado "os barcos, as pessoas e a velocidade" de navegação.

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