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Édouard Philippe vence em Le Havre e consolida sua posição para uma possível candidatura à presidência
A extrema direita multiplica seus mandatos eleitos, enquanto o centro e a direita consolidam sua aliança
MADRID, 23 mar. (EUROPA PRESS TELEVISÃO) -
O segundo turno das eleições municipais na França colocou, neste domingo, a esquerda como vencedora em Paris e Marselha, duas das principais cidades do país, enquanto a extrema direita conquistou o eleitorado em Nice e os verdes fizeram o mesmo em Lyon, Tours e Grenoble.
Especificamente, em Paris, apoiado por uma coalizão de esquerda, o socialista Emmanuel Grégoire obteve 50,52% dos votos, tornando-se assim o sucessor da franco-gaditana Anne Hidalgo na prefeitura da capital francesa.
“Paris decidiu permanecer fiel à sua história”, proclamou Grégoire após o anúncio das projeções que lhe atribuíam cerca de 50% dos votos, ultrapassando finalmente, de acordo com os resultados da apuração, à ex-ministra conservadora Rachida Dati e à candidata de La France Insoumise, Sophia Chikirou, que obtiveram 41,52% e 7,96% dos votos, respectivamente.
Também se destaca pela sua relevância política a reeleição do ex-primeiro-ministro Édouard Philippe em Le Havre, com 47,71% dos votos, à frente de Jean-Paul Lecoq (Partido Comunista Francês, PCF, 41,17%) e do candidato de extrema direita Franck Keller (11,12%).
“A confiança do povo de Le Havre me honra”, declarou Philippe em sua primeira intervenção pública após a votação. Todas as previsões apontam para que Philippe se candidate à presidência nas eleições previstas para 2027.
Por sua vez, em Marselha, Benoît Payan, que lidera uma coalizão de esquerda sem a La France Insoumise, obteve 54,34% dos votos, derrotando assim o candidato da Agrupação Nacional, Franck Allisio, e o dos Republicanos, Martine Vassal, que obtiveram 40,30% e 5,36% dos votos, respectivamente.
Em Nice, a coalizão entre a União dos Democratas pela República e a Agrupação Nacional liderada por Éric Ciotti, candidato apoiado pela ultradireitista Marine Le Pen, foi a mais votada, com 48,54% dos votos. Com esses resultados, ficou à frente do prefeito cessante e antigo mentor de Ciotti, Christian Estrosi, que ficou com 37,20%, e da candidata de esquerda Juliette Chesnel-Le Roux, que obteve 14,26%.
“Esta noite, a Agrupação Nacional está conquistando dezenas de municípios, após o segundo turno das eleições municipais”, comemorou Le Pen em uma mensagem publicada em suas redes sociais, na qual considerou que esses dados constituem uma “vitória imensa” e a “confirmação da estratégia de implantação local” de seu partido.
OS VERDES VENCEM EM LYON, TOURS E GRENOBLE
Quanto aos verdes, o prefeito de Lyon e candidato ecologista à reeleição, Grégory Doucet, manterá seu cargo, após conquistar 50,67% dos votos, à frente dos 49,33% obtidos por Jean-Michel Aulas, um independente apoiado pela centro-direita.
Com essa margem estreita, Aulas expressou suas “reservas” sobre os resultados em declarações coletadas pelo 'Le Parisien', nas quais denunciou “irregularidades ocorridas ao longo do dia”, apesar de não descrever nenhum caso específico. “Dadas as inúmeras irregularidades observadas nas seções eleitorais, apresentamos um recurso”, declarou ele diante de seus simpatizantes em um evento no qual destacou que “o que se contesta não é o resultado absoluto”, mas sim essas supostas inconsistências.
Na mesma linha, em Tours, o prefeito Emmanuel Denis, também ecologista, foi reeleito com 47,20% dos votos, ficando à frente de seu oponente de direita Christophe Bouchet, que obteve 43,86%.
Por sua vez, em Grenoble, a candidata Laurence Ruffin superou o candidato de direita Alain Carignon, ao obter 56,59% dos votos, contra 43,41% de seu rival nas eleições municipais.
OLIVIER FAURE LAMENTA "FACÇÕES DE ESQUERDA IRRECONCILIÁVEIS"
O líder do Partido Socialista Francês, Olivier Faure, criticou veladamente a La France Insoumise (LFI) após a derrota de prefeitos socialistas que haviam se aliado à LFI, como os de Brest e Clermont-Ferrand. “A provocação escandalosa, a incitação indiscriminada ao conflito e as manifestações antissemitas não levam a lugar nenhum”, afirmou em sua primeira reação aos resultados das eleições municipais.
Faure considera que existem “facções de esquerda irreconciliáveis” e apelou à unidade da esquerda “em torno de princípios claros”, com “aqueles que compreendem claramente os problemas e se recusam a seguir cegamente o barulho e a fúria”.
Por sua vez, o coordenador nacional da LFI, Manuel Bompard, destacou o “avanço” e o “sucesso retumbante” de seus candidatos, que se “confirma, amplifica e fortalece” a um ano das eleições presidenciais.
“Essa mobilização é uma verdadeira demonstração de força política decisiva para as próximas eleições presidenciais”, sublinhou. Nas eleições para a chefia do Estado, “a nova França pode varrer (o presidente Emmanuel) Macron e suas políticas desastrosas”, previu.
Enquanto isso, na Agrupação Nacional, destacaram a “colheita incrível”. “Conseguimos uma colheita incrível. Multiplicamos por 13 o número de cargos municipais eleitos”, destacou o vice-presidente da Agrupação Nacional, Sébastien Chenu, em declarações à TF1.
No terceiro setor, o centrista e o conservador, obtiveram bons resultados unindo forças. “Nas eleições presidenciais de 2027, precisamos de um único candidato”, destacou o ministro da Justiça, Gérald Darmanin. “Em Tourcoing, ficamos unidos e vencemos. Precisamos de um candidato da direita e do centro, e talvez até mesmo da esquerda republicana que rejeita a La France Insoumise. Em Tourcoing, votaram em nós”, argumentou.
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