Publicado 09/03/2025 16:35

VÍDEO: Comissão Eleitoral da Romênia invalida a candidatura do extremista de direita Calin Georgescu

BUCARESTE, 7 de março de 2025 -- Calin Georgescu (C) fala à mídia após registrar sua candidatura para a eleição presidencial no Escritório Eleitoral Central em Bucareste, Romênia, em 7 de março de 2025. O ex-candidato à presidência da Romênia, Cali
Europa Press/Contacto/Cristian Cristel

MADRID 9 mar. (EUROPA PRESS TELEVISION) -

A Comissão Eleitoral Central (CEC) da Romênia rejeitou a candidatura do candidato presidencial de extrema-direita Calin Georgescu por 10 votos a 4, alegando que ele não cumpre as condições legais para ser candidato, em uma decisão contra a qual pode ser apresentado um recurso ao Tribunal Constitucional.

A mídia romena informou, citando fontes políticas, que um dos anexos da documentação apresentada por Georgescu não tinha a assinatura exigida, o que teria levado à rejeição de sua candidatura.

"Tenho apenas uma mensagem: se a democracia na Romênia cair, todo o mundo democrático cairá", tuitou o próprio Georgescu após saber da decisão da CEC. "Isso é apenas o começo, é simples assim, a Europa agora é uma ditadura, a Romênia está sob tirania", denunciou.

Depois que a decisão foi anunciada, centenas de partidários de Georgescu se reuniram do lado de fora da sede da CEC e atacaram as cercas que protegiam a sede da instituição, jogando garrafas e outros objetos na polícia e nos jornalistas. Foi usado gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

O comunicado oficial do CEC informa a rejeição de um total de quatro candidaturas, a de Georgescu e as de Ion Popa, Maria Marcu e Nicusor Dan.

Georgescu apresentou sua candidatura na última sexta-feira como candidato independente e, em poucas horas, vários recursos foram apresentados contra ela, tanto na própria CEC quanto no Tribunal Constitucional.

"Pedimos aos manifestantes que evitem infringir a lei, mantenham a calma e protestem de forma pacífica e cívica por meio do diálogo com equipes policiais especializadas", disseram as autoridades.

O porta-voz da polícia, Marius Militaru, lembrou que a manifestação não é autorizada e enfatizou que os policiais receberam ordens de não responder a provocações. "Temos pessoal suficiente para gerenciar a situação e ela está mais calma agora. Estamos tentando reduzir a tensão por meio do diálogo", disse ele. Militaru se referiu aos relatos de um policial ferido: "Não posso confirmar que há um policial ferido. Preciso de mais informações.

O ex-ministro da Justiça, Tudorel Toader, explicou ao diário 'Adevarul' que não há opção para retificar a candidatura. "Não há procedimento para convidar um candidato a completar a documentação. Ele não pode vir amanhã e apresentar outra candidatura", disse ele.

O caminho a seguir é recorrer ao Tribunal Constitucional. "A lei diz que, dentro de 24 horas, qualquer pessoa que não esteja satisfeita com a decisão do CEC pode entrar com um recurso no Tribunal Constitucional. O tribunal examina e admite o recurso e anula ou não a decisão do CEC", acrescentou. De qualquer forma, a lista de candidatos deve ser fechada até 15 de março.

A ultraconservadora Aliança para a União dos Romenos (AUR) já condenou a decisão da CEC, "um novo abuso, uma continuação do golpe de Estado de 6 de dezembro", nas palavras do líder do partido, George Simion, que se referiu à data da anulação do primeiro turno das eleições presidenciais, em que Georgescu foi o candidato com o maior número de votos. "Abaixo o (primeiro-ministro Marcel) Ciolacu, abaixo os ditadores", acrescentou ele em uma mensagem publicada no site de rede social X.

Georgescu, que é pró-russo, venceu contra todas as probabilidades no primeiro turno da eleição presidencial de 24 de novembro. Entretanto, o Tribunal Constitucional anulou o processo alguns dias antes do segundo e último turno, depois que as autoridades questionaram a própria campanha de Georgescu e alertaram sobre a suposta interferência russa.

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