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Investigadores denunciam ataques indiscriminados contra a população civil ucraniana
MADRID, 22 set. (EUROPA PRESS TELEVISION) -
A Comissão de Inquérito da ONU sobre a Ucrânia concluiu em seu último relatório que a Rússia continua a cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade no âmbito de sua ofensiva militar contra a Ucrânia, com abusos quase constantes que incluem bombardeios indiscriminados de populações civis ou deslocamentos forçados de população, entre outros.
"O conflito armado na Ucrânia continua a ter um impacto devastador sobre a população civil", disse o chefe da comissão, Erik Mose, em uma apresentação ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, na qual lembrou que as vítimas civis aumentaram 40% nos primeiros oito meses do ano em comparação com o mesmo período de 2024.
Os "ataques incessantes" a áreas civis com armas de longo alcance se intensificaram, mas a comissão também ficou "alarmada" com o uso crescente de drones de curto alcance nas linhas de frente, na maioria dos casos com o objetivo de "espalhar o terror entre a população".
Os alvos não se limitam à esfera militar, pois os investigadores observaram o bombardeio de instalações e infraestrutura civis, como transporte ou veículos e prédios ligados ao setor médico, que teoricamente é protegido pelo direito internacional.
Da mesma forma, a Rússia usaria seus próprios canais ou canais semelhantes nas redes sociais para divulgar mensagens e vídeos nos quais antecipam ataques ou pedem abertamente aos cidadãos que saiam, deixando claro que não há lugar seguro. "As circunstâncias dos ataques demonstram a intenção de matar, danificar e destruir", disse Mose, ressaltando que localidades inteiras são diretamente "inabitáveis".
A comissão, que enfatizou que não conseguiu verificar os ataques ucranianos em território controlado pela Rússia porque não tem acesso, pediu a responsabilização, "um dos meios para cobrir os direitos das vítimas", mesmo em circunstâncias como a atual.
"Evitar a impunidade e levar os responsáveis à justiça", alertou Mose ao Conselho na segunda-feira, "é fundamental para garantir uma paz sustentável".
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