Jesús Hellín - Europa Press
MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS TELEVISÃO) -
O comissário europeu para a Democracia, Justiça e Estado de Direito, Michael McGrath, reconheceu nesta terça-feira que as relações com os Estados Unidos passaram por “momentos difíceis” desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, embora tenha insistido que Bruxelas está trabalhando para “resolvê-los”, reiterando que, no que diz respeito à regulamentação digital, as grandes plataformas que operam na Europa devem cumprir a legislação digital europeia.
Em sua intervenção no café da manhã informativo da Europa Press, o responsável comunitário pela Justiça reconheceu que as relações com os Estados Unidos passaram por “momentos difíceis no último ano e meio”, após o retorno de Trump à Casa Branca, embora tenha defendido o trabalho da Comissão Europeia para “superá-los”.
Em plena ofensiva norte-americana contra o marco regulatório digital europeu, McGrath destacou que, em sua recente viagem aos Estados Unidos, que classificou como “intensa”, pôde explicar a “verdadeira história” da política europeia e a abordagem “equilibrada” do bloco em relação à regulamentação digital.
“Da mesma forma que as empresas europeias que operam nos Estados Unidos devem respeitar e cumprir as normas que se aplicam lá, igualmente as empresas europeias, americanas ou chinesas que operam dentro da União Europeia devem respeitar nossas normas, incluindo as digitais”, expôs.
Segundo ele, em sua visita ao estado da Califórnia, onde se reuniu com altos executivos das principais empresas digitais do mundo, percebeu que “eles desejam manter uma relação de trabalho estreita e cordial” com a UE. “Não devemos esquecer que o mercado único da UE, com 450 milhões de pessoas, é um mercado extraordinariamente valioso para que essas empresas operem”, destacou.
O comissário irlandês, além de insistir no cumprimento da regulamentação europeia, observou que esses gigantes tecnológicos buscam “certeza, coerência e previsibilidade” em relação a esse marco. “Pude explicar os importantes esforços que estamos realizando em relação à simplificação e com o objetivo de aliviar a carga regulatória, sem cair na desregulamentação em si”, argumentou.
ACORDO COMERCIAL COM OS EUA
De qualquer forma, sobre as turbulências nas relações com Washington, McGrath insistiu no acordo comercial alcançado em julho passado, em plena ofensiva tarifária de Trump, enfatizando assim que a UE está focada em “cumprir sua parte” do pacto. “Trata-se de uma relação comercial que chega a 1,6 bilhão de euros por ano”, destacou.
Nesse sentido, ele ressaltou que um dos pilares da relação comercial é justamente o quadro de privacidade de dados entre a UE e os Estados Unidos, que “permite os fluxos internacionais de dados” de forma segura entre empresas e autoridades públicas de ambos os lados do Atlântico. “Isso torna possível que tudo isso funcione”, sublinhou.
Assim sendo, ele ressaltou que as autoridades americanas precisam manter as garantias necessárias para preservar esse quadro de privacidade de dados, insistindo que essas garantias são uma condição para a UE.
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