Publicado 15/03/2025 11:21

VÍDEO: Comandantes militares europeus se reunirão em Londres na quinta-feira para passar para "uma fase operacional" na Ucrânia

15 de março de 2025, Reino Unido, Londres: O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, realiza uma chamada de videoconferência em Downing Street com líderes internacionais para discutir o apoio à Ucrânia. Foto: Leon Neal/PA Wire/dpa
Leon Neal/PA Wire/dpa

"Minha mensagem é clara: mais cedo ou mais tarde, Putin terá que se sentar à mesa", proclama Starmer.

MADRID, 15 mar. (EUROPA PRESS TELEVISION) -

Os comandantes das forças armadas dos países convocados pelo Reino Unido no sábado para discutir a Ucrânia, incluindo a Espanha, se reunirão na próxima quinta-feira em Londres para tentar "acelerar" o trabalho "prático" com vistas a um possível acordo de paz. "Agora passaremos para uma fase operacional", disse o primeiro-ministro britânico Keir Starmer.

Starmer convocou a chamada "Coalizão dos Dispostos", um grupo de países, principalmente europeus, comprometidos com a paz na Ucrânia e que querem fazer uma frente comum diante do turbilhão diplomático desencadeado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, desde seu retorno à Casa Branca em janeiro.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, participou do lado espanhol, enquanto o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, e os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho, Ursula von der Leyen e António Costa, respectivamente, também participaram da reunião.

No final da reunião, Starmer compareceu à mídia para relatar os resultados e anunciar a reunião iminente dos comandantes militares, com o objetivo de "colocar em prática planos fortes e robustos" para um possível acordo de paz e a necessidade de "garantir a segurança futura da Ucrânia".

Um dos cenários possíveis envolve o envio de uma força de manutenção da paz, uma hipótese apresentada nas últimas semanas pelo próprio Starmer e pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e da qual a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, se distanciou claramente no sábado.

O chefe do governo britânico evitou dar algo como fechado ao se referir à reunião de quinta-feira, mas indicou que o Reino Unido quer desempenhar um papel central nesse futuro contingente, cujo envio dependeria, em última instância, da assinatura de um acordo de paz.

MANTENDO A PRESSÃO SOBRE A RÚSSIA

De qualquer forma, ele enfatizou que agora é hora de agir, "não de palavras e condições vazias", diante das aparentes tentativas do presidente russo Vladimir Putin de "tentar atrasar" um possível acordo. Starmer ressaltou que, neste momento, está claro, "sem qualquer dúvida", que a Ucrânia quer a paz.

"Minha mensagem é clara: mais cedo ou mais tarde, Putin terá que se sentar à mesa", acrescentou, observando que, até lá, os aliados de Kiev devem manter a ajuda política e militar à Ucrânia e aplicar sanções para enfraquecer a "máquina de guerra" do Kremlin.

Starmer, que defendeu uma estratégia de "pressão máxima" sobre a Rússia, confirmou que as questões discutidas no sábado incluíam o possível uso dos ativos russos que foram congelados justamente por causa das sanções, um aspecto "complicado", como ele mesmo reconheceu.

O premiê britânico ressaltou que a coalizão está crescendo com o passar dos dias e já é "maior do que era há duas semanas", quando foi realizada uma primeira reunião em Londres, neste caso pessoalmente. Fora da Europa, o Canadá, a Áustria e a Nova Zelândia aderiram a uma aliança na qual o Japão também demonstrou interesse.

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