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MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -
Víctor Rodríguez Padilla, ex-diretor da petrolífera estatal Pemex, foi detido na noite desta terça-feira após uma denúncia de violência de gênero apresentada por sua companheira, María Felicia Jiménez, que dias atrás havia publicado em uma conhecida plataforma de vídeo uma gravação da agressão.
Padilla foi detido na localidade de Benito Juárez, na Cidade do México, e levado às instalações do Ministério Público de Morelos, estado onde ocorreram os fatos. O órgão já informou que ele será investigado por sua possível responsabilidade em um crime de violência doméstica, com base nessas imagens.
Conforme detalhado pelo Ministério Público de Morelos, a investigação teve início após a denúncia apresentada pela vítima sobre fatos ocorridos em março de 2026. Padilla teria “agredido física e verbalmente, após uma discussão”, Jiménez. Está previsto que, nas próximas horas, sejam divulgadas as acusações que lhe são imputadas.
“As instituições reiteram que ninguém está acima da lei e que as denúncias de violência contra as mulheres serão investigadas com seriedade e em conformidade com a lei, a fim de garantir o acesso à justiça e a proteção integral das vítimas”, destacou o Ministério Público em um comunicado.
No momento da prisão, Padilla não ofereceu resistência e, segundo fontes do Ministério Público citadas pelo jornal “El Universal”, teria se mostrado resignado diante do processo judicial que o aguarda.
Embora os fatos datem de março de 2026, eles só vieram à tona no final de junho, com a publicação no YouTube do vídeo em que se vê Padilla, na presença de um menor de idade e em meio a uma forte discussão, agredindo Jiménez, que, em uma entrevista posterior, revelou que essa foi a terceira vez — e a “mais grave” de todas — que algo assim acontecia desde 2022.
Questionada sobre o assunto, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, deixou claro que “todo o peso da lei” seria aplicado contra Padilla, independentemente de ele ser conhecido ou não pelas autoridades federais. “Impunidade zero para a violência contra as mulheres”, enfatizou a mandatária.
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