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MADRID, 8 jul. (EUROPA PRESS) -
O vice-presidente eleito da Colômbia, José Manuel Restrepo, afirmou nesta quarta-feira que, atualmente, não há possibilidade de extraditar o ainda presidente do país, Gustavo Petro, para os Estados Unidos, e que, para isso, seria necessário que se concretizassem uma série de “muitas hipóteses” que ainda não se concretizaram.
“Existe uma competência constitucional e legal para tomar essa decisão, mas estamos falando de muitas hipóteses somadas”, disse Restrepo em entrevista à Caracol Radio, quando questionado sobre declarações de um membro da equipe de transição do novo governo a respeito dessa possibilidade.
Restrepo explicou que deve haver um processo judicial nos Estados Unidos, um pedido formal para que Petro seja julgado lá e, posteriormente, que a Suprema Corte de Justiça da Colômbia analise o caso. “Ninguém está dizendo que isso deve ocorrer automaticamente, e ninguém afirma, sequer, que necessariamente venha a ocorrer”, ressaltou.
“É preciso que haja um processo judicial nos Estados Unidos, e isso ainda não aconteceu. Caso isso ocorra, haverá canais constitucionais e legais”, acrescentou Restrepo, que preferiu destacar o fato de “que há um presidente cessante que não reconhece uma decisão democrática do povo soberano”.
Petro “está até mesmo violando uma linha muito importante do nosso país que nunca havia sido violada”, advertiu o vice-presidente eleito, que insta a mídia e a opinião pública a se concentrarem precisamente nesses fatos.
Restrepo reagiu assim às últimas declarações de Carlos Alonso Lucio, coordenador da equipe de transição do presidente eleito, Abelardo de la Espriella, sobre uma eventual extradição de Petro para os Estados Unidos, que teriam motivado o rompimento das negociações para a transferência ordenada de poderes.
O governo de Petro anunciou nesta terça-feira que suspendia os trabalhos devido às constantes faltas de respeito institucional e aos “ataques pessoais” lançados pela equipe enviada por De la Espriella, mencionando especificamente Lucio, contra quem apresentarão uma queixa por difamação.
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